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A semana começou em clima de feriado na Região Metropolitana de Vitória. Apesar dos reflexos da paralisação, o secretário de Segurança diz que as forças policiais irão garantir o funcionamento de serviços essenciais no Estado. O Sindicato dos policiais civis capixabas segue apoiando movimento dos caminhoneiros.

Ruas vazias, poucos ônibus circulando e policiais fazendo escolta de caminhões – tanque. Por mais que o governo insista em dizer que a situação está normalizada no Espírito Santo, o que se vê nas ruas é algo bem diferente. Desde o início da paralisação, há oito dias, o governador do Espírito Santo convocou a imprensa e anunciou algumas medidas para garantir o abastecimento de combustíveis e serviços essenciais no estado. Entre as medidas está formação de uma Força-Tarefa composta por Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Defesa Civil, Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal, Polícia Civil e PM.

A Força-Tarefa passou a escoltar caminhões- tanque, o que, para o Sindipol/ES, pode afetar o policiamento preventivo e a qualidade dos serviços prestados pelas polícias a sociedade. O Sindicato dos Policiais Civis do estado (Sindipol/ES) já havia alertado sobre a falta de planejamento do governo.Veja aqui.

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Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

“Existe, sim, o risco de aumentar o número de crimes nesse momento de crise aqui no estado. Na Polícia Civil, em especial, temos regiões onde a cota de combustível não é suficiente para um mês inteiro de trabalho”, explicou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Veja também: Em Bom Jesus do Norte cota pra combustível não dura um mês.

Para o Sindicato dos Policiais Civis, a escolta de caminhões vai prejudicar ainda mais a segurança dos capixabas por um motivo: normalmente, já faltam policiais civis nas delegacias. A Polícia Civil tem uma defasagem no quadro operacional que supera 60%.

Pela alta carga tributária e os valores absurdos dos combustíveis, o Sindipol/ES entende e apoia a manifestação dos caminhoneiros. O Sindicato também pede comprometimento de todos os brasileiros neste momento.

POPULAÇÃO PRECISA ENTENDER COMO SE MANIFESTAR

O movimento grevista dos caminhoneiros que parou o Brasil é contra os preço do óleo diesel e dos fretes, entretanto, a categoria ganhou o apoio da população por também brigar pela redução no valor da gasolina e do etanol.

Apesar de sociedade ter declarado total apoio ao movimento, o que se vê em mais de uma semana de manifestação são comportamentos contraditórios. O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo destacou alguns pontos para que a população se manifeste e fortaleça a paralisação.

1º – Não fazer carreatas. O protesto é contra o aumento dos combustíveis, portanto, não faz sentido sair em carreata.

2º – Se a manifestação é para reduzir o valor do combustível, a população não deve correr e fazer filas para abastecer nos postos. A ideia é justamente ao contrário, não abastecer, muito menos com valores ainda mais altos que o normal.

3º – Seguir lei de mercado. Se sobrar combustível nos postos, a tendência é vender mais barato. Medida que segue a teoria da oferta e procura, pra não deixar produto estocado.

4º Não abastecendo, a população deve circular com transporte coletivo. Assim, também será destacado a qualidade dos ônibus e de todo o sistema público de mobilidade urbana na Região Metropolitana.

5º Ao fazer compras, a população deve priorizar apenas o necessário. Estocar produtos alimentícios sem necessidade é um ato de individualismo que, inclusive, eleva o valor dos alimentos.

O Sindipol/ES destaca ainda que o momento é complicado, traz reflexos em vários setores, mas é necessário para mudar a política no Brasil. O trabalhador brasileiro não pode aceitar perder ainda mais direitos e ser explorado para manter privilégios da classe política corrupta do país.

 

*Foto de capa: Fred Loureiro/Secom-ES

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!