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Desde 2015, as delegacias que não funcionam em regime de plantão não podem guardar armas apreendidas e armas de grande porte usadas por policiais civis. A recomendação partiu da Secretaria de Segurança Pública para evitar que delegacias sem segurança patrimonial fossem alvos de criminosos.

Há três anos, uma série de arrombamentos e furtos a delegacias foram registradas no Espírito Santo. Armas, munição, coletes e uniformes da Polícia Civil capixaba foram furtados por criminosos que perceberam a fragilidade da segurança nas unidades policiais. Para evitar que o armamento dos policiais caísse nas mãos de bandidos, ao invés de investir em segurança patrimonial, a Secretaria de Segurança Pública do estado (Sesp) determinou que nenhuma arma deveria ficar em delegacias que não funcionam 24h, ou seja, que não existe plantão.

Veja:

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Com a determinação, armas apreendidas deveriam ser encaminhadas para a própria sede da Secretária de Segurança, já as armas acauteladas devolvidas pelos próprios delegados para a Delegacia de Armas, Explosivos e Munição (Dame) da Polícia Civil. Entretanto, essa determinação foi contrariada e, na última segunda-feira (09/07), três metralhadoras foram furtadas da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), arrombada pela segunda vez.

 “Fica o alerta. Isso poderia ser evitado. O correto seria a Secretaria de Segurança investir em segurança patrimonial armada para as delegacias, porém, ao que tudo indica a determinação da Sesp não foi atendida. Agora, armas de policiais civis estão nas mãos de bandidos, infelizmente”, explicou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

12 DELEGACIAS SÃO ARROMBADAS EM MENOS DE TRÊS ANOS NO ES

Com a fragilidade na segurança, as unidades policiais continuam sendo alvo de criminosos no Espírito Santo. Em menos de três anos, 12 delegacias da Grande Vitória e do interior do estado foram arrombadas. Além de armas apreendidas e dos próprios policiais, os criminosos também furtam documentos importantes para as investigações, além de eletroeletrônicos, móveis, dinheiro de apreensão, etc.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo realizou diversas inspeções e constatou a precariedade em várias delegacias, além da falta de profissionais para trabalhar, principalmente em investigações. De acordo com o levantamento do Sindipol/ES, a defasagem no quadro operacional da Polícia Civil capixaba supera os 60%, devido a falta de investimentos em recursos humanos, por meio de concurso público, materiais e infraestrutura das instalações físicas.

“Toda essa situação compromete a segurança orgânica das instalações físicas das unidades policiais, causando com isso a sensação de insegurança, potencializada pela omissão e inércia estatal.  Se delegacias são invadida por bandidos, imagina como fica o cidadão? Não estamos falando apenas de armas. Claro que o furto de amamento é grave, mas em delegacias também temos documentos importantes e equipamentos que foram comprados com o dinheiro público. Além de não ter a segurança que merece, a população ainda vê o dinheiro dos seus impostos sendo desperdiçado”, finalizou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O Sindipol/ES reforça a grave evolução do crime, criminoso e da criminalidade em terras capixabas, principalmente nos episódios que envolveram o bairro da Penha e o morro da Piedade devido a guerra do tráfico. Guerra que vitimou moradores e obrigou centenas de famílias a deixarem suas casas.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!