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Os dados foram divulgados pelo Mapa da Violência do portal G1. A situação demonstra algo já denunciado pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES). Com a falta de investimentos e de uma política estruturante na segurança pública, os crimes crescem de forma desenfreada.

O ES só fica atrás do Rio de Janeiro e esta a frente de estados mais populosos como São Paulo e Minas Gerais. No mês de maio, o último do levantamento, a taxa registrada foi de 2,2 mortes a cada 100 mil habitantes. A média geral do país é de 1,60 a cada 100 mil pessoas.

São consideradas mortes violentas os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

Para o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, os números já eram esperados.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

“Não existem investimentos em segurança pública. Delegacias por todo Estado estão sucateadas, são poucos policiais atuando e em contrapartida a criminalidade só cresce. É necessário investir e valorizar os profissionais da segurança pública”, disse.

Nos primeiros cinco meses deste ano, o Estado do Espírito Santo foi sempre o segundo com mais registros de mortes violentas de toda região sudeste. Os dados comprovam que a criminalidade não está controlada em terras capixabas, como diz o Governo.

Recentemente, alguns eventos colocaram em evidência a situação de violência presente em solo capixaba. No Morro da Piedade, centro da capital, dezenas de famílias largaram suas casas com medo da onda de homicídios presente no local. A guerra do tráfico mais uma vez venceu o confronto contra a sociedade.

Em muitos casos, o Estado tem adotado medidas emergenciais para combater a criminalidade. Em entrevista ao jornal A Gazeta, Pablo Lira, especialista e professor do mestrado de Segurança Pública da Universidade de Vila Velha (UVV) conta que isso não é o ideal e que os problemas só vão ser resolvidos com uma política estruturante na área.

“A maioria das ações é reativa. No governo Fernando Henrique, a política lançada foi pouco tempo após ocaso do ônibus 174, que chocou o mundo. A segurança precisa ter uma política de Estado, e não programas de governo, com princípios e linhas de atuação bem definidos, principalmente pelo fato de que as soluções são a longo prazo, têm que ser planejadas para 15, 20 anos”, afirma.

 

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