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Inacreditável. Se por um lado não há hora para que mortes violentas aconteçam diante do caos enfrentado pela segurança pública, por outro, o Serviço Médico Legal de Cachoeiro de Itapemirim tem dia exato na semana para ficar fechado. A situação foi constatada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES). Devido o baixo efetivo no local e a falta de estrutura, o SML não abre aos domingos.

A unidade policial é a responsável por fazer todos os trâmites até a liberação do corpo envolvendo crimes considerados violentos, como acidentes de trânsito, homicídios, suicídios, latrocínios, entre outros.

Ou seja, caso algum desses eventos ocorram no sábado à noite ou no domingo, por exemplo, os entes queridos das pessoas devem aguardar para que o corpo seja transferido para o DML de Vitória, cidade com aproximadamente 140 km de distância, ou esperar até a segunda-feira para que seja liberado.

Jorge Emílio Leal, presidente do SIndipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do SIndipol/ES

 “Isso é um absurdo. A categoria policial e a sociedade não podem pagar o preço da falta de investimentos do Governo em recursos materiais e humanos. Nossos guerreiros de Cachoeiro estão se desdobrando para prestar um serviço de qualidade à população e estão sendo prejudicados pelo baixo efetivo, sem ter o que fazer”, disse o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

Sindipol/ES já vem denunciando situação há anos

A diretoria do Sindipol/ES tem inspecionado unidades policiais de norte a sul do Espírito Santo e constado diversas irregularidades. Em novembro do ano passado, uma inspeção foi realizada no SML de Cachoeiro e além do baixo efetivo, foram constatadas péssimas condições de trabalho. Veja.

O SML de Cachoeiro de Itapemirim é mais uma das unidades que fazem parte da ação do Sindicato dos Policiais Civis em conjunto com o Ministério Público do Trabalho.

Na ocasião, o MPT instaurou um inquérito para apuração da situação de 38 delegacias capixabas. No caso do Serviço Médico Legal uma audiência foi realizada em maio do último ano e o Governo do Estado deveria realizar melhorias no local, mas, de lá pra cá, pouca coisa mudou.

“As inspeções já estão sendo feitas há mais de cinco anos e temos cobrado constantemente melhores condições de trabalho para os policiais civis. Realizamos ações individuais e em conjunto com o Ministério Público do Trabalho almejando uma polícia civil cada vez mais eficaz e cidadã. Vamos continuar cobrando e vamos oficiar aos órgãos competentes para impedir mais esse descaso com a categoria e com a sociedade”, finalizou, Jorge Emílio Leal.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS