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O número de crimes contra mulheres cresceu no Espírito Santo. Os dados foram divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e comparam os anos de 2016 e 2017. Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) os índices comprovam que o Estado tem se tornado cada vez mais violento, resultado da falta de uma política estruturante na Segurança Pública.

Foram analisados os homicídios, estupros e casos de feminicídio. Os homicídios cresceram 36, 6% no ano passado. Os estupros registram um aumento de 4% e os casos de feminicídios, crime que a mulher sofre simplesmente por ser mulher, aumentaram 20%, em relação ao ano de 2016.

Os dados do Anuário da Segurança Pública reúnem os números da polícias de todo país e são os considerados oficiais, já que o Governo Federal ainda não tem uma base de informações nacional.

Crimes crescem, investimentos despencam no ES

No ano de 2017, o mesmo em que os crimes contra as mulheres aumentaram de forma significante, os investimentos na polícia civil reduziram drasticamente. O Governo do Estado investiu apenas R$ 268,14 na PC/ES.

As informações disponíveis no Portal da Transparência são públicas e mostram em número o motivo da Polícia capixaba estar à beira de um colapso. Em 2011, a instituição policial recebeu um investimento superior a R$ 10,200 milhões de reais (2011 – R$ 10.286.372,21).

O valor caiu no ano seguinte. Foram R$ 5 milhões a menos (2012 – R$ 4.698.347,81). Em 2013 o dinheiro repassado pelo Governo foi ainda menor (2013 – R$ 1.558.048,58), mas aumentou levemente em 2014 para quase R$ 6 milhões (2014 – R$ 5.912.471,79), e despencou para apenas R$ 268,14 em 2017.  Uma redução em investimentos de 99,99% comparado ao ano de 2011.

Para o Sindicato dos Policiais Civis, somente com valorização dos profissionais e investimentos em recursos materiais e humanos será possível combater essa explosão de crimes de feminicídio e tirar o Espírito Santo do topo desse trágico ranking que aponta os estados mais perigosos para as mulheres.

“Somente com investimentos, o quadro poderá mudar e o crime contra a mulher será combatido com eficiência e tenderá a cair em números percentuais conforme se avança na estruturação de uma polícia judiciária mais eficaz e cidadã. Nossos profissionais lutam diuturnamente em prol da sociedade capixaba, porém enfrentam condições precárias de trabalho com deficiências estruturais, parcos salários e alta defasagem de efetivo policial. Os policiais civis e a população merecem respeito por parte dos governantes”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS