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Sem dinheiro público destinado exclusivamente para setores de informação e inteligência das forças policiais, as investigações de crimes são comprometidas, aumenta a sensação de insegurança para a população e garante a impunidade de criminosos.

De acordo com o último levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança 2018, o país reduziu em 54 % os investimentos em informação e inteligência das polícias do país em 2017.  De acordo com o estudo, os estados reduziram o repasse de verba para os setores em 1%, os municípios 31% e a União 91%.

“Isso mostra que a segurança pública não é prioridade para os políticos do país. O sistema de segurança está um caos. Aqui no Espírito Santo, temos uma defasagem superior a 60% no número de policiais civis nas delegacias. Muitas delegacias estão em condições precárias. Nesse contexto, a falta de investimento em informação e inteligência é uma prova da falta de prestígio dos policiais brasileiros com os políticos”, pontuou o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

ARMAS APREENDIDAS DESAPARECEM NO BRASIL

Em 2017, mesmo sem investimentos em inteligência e informação, as forças policiais brasileiras bateram recorde de apreensões de armas. Foram 119.484 armas de fogo apreendidas, número que indica 0,2% de aumento das apreensões em relação a 2016. Porém, as armas simplesmente desaparecem do mapa, de acordo com o Anuário da Segurança Pública.

Das mais de 120 mil armas apreendidas, 95% não foram cadastradas no banco de dados da Polícia Federal e, segundo a pesquisa, ninguém sabe explicar o que aconteceu com essas armas.  O Anuário ainda revelou outra informação importante: 13.782 armas legais passaram para o circuito ilegal em 2017. Isso equivale a 11,5% das armas apreendidas pelas polícias no mesmo ano. É como se um mês de trabalho das polícias tivesse se perdido.

“Aqui no Espírito Santo bandidos arrombam delegacias e roubam armas apreendidas e até armamento dos próprios policiais, como aconteceu recentemente. Além de valorizar e reconhecer o árduo trabalho dos policiais, os governos precisam apresentar políticas públicas estruturantes e não paliativas para mudar esse cenário lamentável”, finalizou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!