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Número de viaturas na Polícia Civil capixaba é quase a metade do número de policiais civis na ativa. Porém, houve redução na verba para combustíveis e ainda faltam policiais nas atividades operacionais para investigar tantos crimes no estado.

De acordo com o levantamento feito pelo Sindipol/ES, a Polícia Civil do Espírito Santo tem 985 viaturas, alguns veículos são descaracterizados. O número é satisfatório e ajudaria bastante no combate à criminalidade se a Polícia tivesse o número suficiente de profissionais, especialmente, em cargos que trabalham nas atividades de investigação e no levantamento de informações nas ruas.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) lembra que, em um passado recente, faltavam viaturas para os policiais trabalharem no estado, mas, hoje, a Polícia Civil capixaba sofre é com à ausência de políticas estruturantes que levaram ao corte brusco de investimentos, inclusive, à queda na verba de combustível dos veículos, que hoje é de 500 reais em algumas regiões.

“Não dá para passar o mês. No interior e até na Região Metropolitana algumas vezes o trabalho de investigação fica comprometido por falta de combustível. E como agora tem muitas viaturas e poucos policiais, quando acaba a verba de um veículo, os policiais pegam outro. Não significa que a Polícia Civil tem mais de 980 viaturas rodando. É um número que não reflete a realidade”, explicou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O diretor financeiro do Sindipol/ES, Aloísio Fajardo, fez outra ponderação importante. Segundo ele, com o aumento da frota de viaturas também cresce o custo com despesas.

“Aumentam as despesas com manutenção e com combustível, por exemplo. Como são novos, esses veículos também deveriam ter seguro, o que nunca teve. Alguns veículos ainda ficam à disposição de delegados e de outros policiais civis que exercem cargos de chefia.  A grande verdade é que a Polícia Civil não tem como arcar com esses custos”, disse.

O diretor financeiro do sindicato acrescentou que o atual Governo do Espírito Santo diminuiu o valor dos investimentos para custeio e modificou a legislação para usar o dinheiro do Fundo de Reequipamento da Polícia Civil (Funrepoci) para comprar materiais básicos necessários para o funcionamento da instituição policial. Antes, segundo Aloísio, apenas 30% do Fundo poderia ser gasto com a compra de materiais, com a mudança, o percentual passou para 50%.

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No último levantamento feito pelo Sindipol/ES, a Polícia Civil capixaba tinha uma defasagem superior a 60% em seu quadro operacional. São 2.200 policiais para atender todo o estado. Em 2018, o Governo anunciou concurso público com 170 vagas, o que ainda não resolveria o problema da defasagem. Mas o concurso foi cancelado por problemas na contratação da banca examinadora.

“Temos hoje 2.200 policiais civis para atender uma população superior a 4 milhões de pessoas, segundo o último Censo.  O último concurso público para cargos operacionais, ou seja, para cargos de investigação foi há 25 anos. O número de policiais não acompanhou o crescimento populacional e não adianta comprar viaturas se não temos policiais para trabalhar com elas. O maior investimento que o Governo deveria fazer seria concurso público para a Polícia Civil capixaba”, finalizou.

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