tiroteio-mortes-e-medo-violencia-continua-assustando-moradores-do-espirito-santo

Em menos de 24h duas pessoas foram assassinadas em diferentes regiões da capital Vitória. Além disso, intensos tiroteios foram registrados em comunidades dominadas por traficantes. A população continua cobrando efetividade nas políticas de segurança pública.

Guerra do tráfico, acerto de contas, troca de tiros, uma violência fora de controle que continua assustando os cidadãos do Espírito Santo, em especial, da Região Metropolitana de Vitória. Na segunda-feira (03/09), um rapaz foi assassinado a tiros e outro foi baleado na praia, à tarde. Isso aconteceu do bairro Ilha do Frade, uma das regiões mais nobres da capital. Ainda na segunda-feira, desta vez no bairro Consolação, um homem foi executado com mais de 50 tiros. A Polícia Civil investiga se existe ligação entre as duas mortes.

Horas depois, fogos e muitos tiros no Bairro da Penha, comunidade que fica em frente ao Quartel Geral da PM, deixaram moradores de Vitória apreensivos. O foguetório e o tiroteio ocorreram duraram toda a madrugada. A Polícia Militar ocupou a região, fez prisões e apreendeu até o momento armas e uma granada.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), a realidade da segurança pública capixaba é o reflexo da ausência de investimentos e de políticas públicas estruturantes. Segundo o presidente Jorge Emílio Leal, o governo capixaba colocou em práticas medidas paliativas que apenas agravaram a situação no Estado.

“Temos como exemplo a Polícia Civil. Existem delegacias caindo aos pedaços e sem o número mínimo de policiais para trabalhar. Falta concurso público, valorização ao profissional e investimentos palpáveis para as instituições policiais. Sem isso, a criminalidade só avança e o cidadão, aquele que paga altos impostos fica preso em casa, refém da violência”, pontuou.

O último levantamento feito pelo Sindipol/ES apontou uma defasagem superior a 60% no número de policiais civis no Espírito Santo. Além disso, o Sindicato fez uma pesquisa que revelou uma disparidade entre o número de viaturas e policiais, além de revelar que a Polícia Civil vem se mantendo há anos com verba do fundo próprio, o Funrepoci. Veja a matéria.

“A situação é de abandono e caos. Sem as forças policiais equipadas, valorizadas e estruturadas o resultado é esse que estamos acompanhando. Aumenta a criminalidade, o criminoso fica impune e quem paga o preço da insegurança é o cidadão de bem, que já paga uma alta taxa de impostos e não vê o dinheiro sendo revertido em serviços públicos de qualidade”, finalizou o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!