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Conselho Nacional do Ministério Público e Sindipol/ES já disseram que faltam policiais civis para investigar tantos crimes no Espírito Santo. Nem mesmo a imprensa capixaba consegue informações sobre as investigações de crimes recentes no estado.

Mortes, assaltos, pessoas feridas por balas perdidas e uma violência que aparenta a cada dia estar ainda mais fora de controle no Espírito Santo. O Sindicato dos Policiais Civis do estado já fez um levantamento que apontou uma defasagem superior a 60% no quadro de servidores da Polícia Civil. O Conselho Nacional do Ministério Público também constatou e classificou como grave a falta de policiais civis nas delegacias, o que, para o Conselho, interfere diretamente nas investigações.

Só na última terça-feira (04/09), uma diarista foi assassinada e três pessoas ficaram feridas por balas perdidas na cidade de Serra. No final de semana, uma criança de cinco anos também foi alvo de uma bala perdida. O tiro acertou a perna do menino. Diante de tantos crimes, as vítimas e seus familiares seguem cobrando respostas da Polícia e da Secretaria de Segurança Pública do estado, que se limita apenas a dizer que todos os casos são investigados, porém, não diz se suspeitos foram identificados ou presos.

Nem mesmo a imprensa, porta voz da sociedade consegue informações em relação aos crimes. Sobre investigações, a Secretaria de Segurança Pública adotou a estratégia de não enviar representantes para conceder entrevistas e responde os veículos de comunicação apenas por nota. A nota padrão é usada pela Secretaria e diz apenas que a Polícia Civil não pode repassar informações para não atrapalhar as investigações. O Sindicato dos Policiais Civis questiona a nota.

“Será mesmo que esses crimes estão sendo investigados? Essa é a pergunta que fica. Sabemos que a população capixaba cresceu nos últimos anos e, consequentemente, cresceu também o número de crimes patrimoniais e contra a vida. Porém, o Governo não fez concurso público para contratar policiais. São muitos crimes para poucos profissionais investigarem. A população pode estar sendo enganada pelos gestores da segurança pública”, explicou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O presidente do Sindipol/ES também falou sobre os índices de resolutividade no Espírito Santo. O Governo segue afirmando que o estado tem um dos melhores números do país quando o assunto é resolução de crimes. Porém, levantamentos feitos pelo Conselho do MP, pela imprensa e pelo próprio Sindicato, mostram que a realidade é bem diferente.

“Muitos crimes que a Secretaria de Segurança diz que foram solucionados foram arquivados por falta de provas.  Justamente pela ausência de policiais para investigar. Dessa forma é fácil divulgar que temos um dos melhores índices de resolutividade de crimes”, finalizou Jorge Emílio Leal.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo segue cobrando concurso público para a Polícia Civil, valorização e reconhecimento para os profissionais de segurança pública e, principalmente, continua exigindo transparência com as informações de relevância social. Na visão do Sindipol/ES, quando um crime não é solucionado, o criminoso segue com a certeza da impunidade, a população continua insegura e os familiares das vítimas é que são os mais punidos pela falta de políticas públicas estruturantes e eficazes de segurança.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!