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Tá na pauta. Durante os últimos debates e sabatinas, um tema tem sido bastante discutido pelos candidatos ao Governo do Estado do Espírito Santo: a segurança pública. Em grande número, perguntas da sociedade capixaba sobre o ponto são designadas aos concorrentes ao pleito. O motivo? O próximo governante terá um grande desafio a sua frente.

Nos últimos quatros anos, o Estado enfrentou a pior crise de sua história na área da segurança pública. Em fevereiro de 2017, a polícia militar, na busca por direitos, paralisou suas atividades por mais de 20 dias. Com isso, uma onda de crimes assombrou os capixabas. Os policiais civis, mesmo com uma defasagem de 60% em seu efetivo, tiveram que se desdobrar para defender a população.

Os investimentos nos profissionais caíram drasticamente. Ao contrário do que diz o atual Governo sobre este ser o maior investimento da história na área, o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) chegou a uma outra versão. Foram investidos apenas R$ 268,14 na Polícia Civil em 2017.  A verba caiu drasticamente nos últimos seis anos.

As informações disponíveis no Portal da Transparência são públicas e mostram em número o motivo da Polícia capixaba estar à beira de um colapso. Em 2011, a instituição policial recebeu um investimento superior a R$ 10,200 milhões de reais (2011 – R$ 10.286.372,21). O valor caiu no ano seguinte. Foram R$ 5 milhões a menos (2012 – R$ 4.698.347,81). Em 2013 o dinheiro repassado pelo Governo foi ainda menor (2013 – R$ 1.558.048,58), mas aumentou levemente em 2014 para quase R$ 6 milhões (2014 – R$ 5.912.471,79), e despencou para apenas R$ 268,14 em 2017, uma redução em investimentos de 99,99% comparado ao ano de 2011.

Em contrapartida, o número de crimes disparou. Analisados os crimes patrimoniais, houve um aumento de 43% nos casos de veículos furtados entre os anos de 2014 e 2017. No último ano, de acordo com dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública, o número de homicídios também cresceu. Em 2017 foram 1.405 casos contra 1.181, em 2016.

Para o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, os números são reflexo da falta de uma política realmente estruturante. Ele aponta ainda, que o novo Governador terá muitos desafios.

“Hoje no Espírito Santo, tentam tapar o sol com a peneira. Usam apenas medidas paliativas e não políticas realmente estruturantes na área da segurança pública. As delegacias estão sucateadas, o profissional se sente cada vez mais desvalorizado, não há investimentos em recursos materiais e humanos. O próximo Governador terá muitos desafias, mas a segurança pública clama por respostas e investimentos”.

Na última semana, os candidatos ao pleito participaram de uma sabatina na Assembleia Legislativa, organizada pela Pública-ES, entidade a qual o Sindipol/ES é membro. Os candidatos na ocasião responderam a diversos questionamentos, entre eles, enviados pelo Sindipol/ES sobre as demandas da categoria. Em todas as respostas, foram abordados os futuros investimentos na segurança pública estadual.

O jornal Gazeta Online, inclusive, trouxe uma matéria relatando as propostas de cada candidato para a pasta no Espírito Santo. Clique aqui e veja.

 

Foto/divulgação

 

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