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O Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES) vem acompanhando a situação e pedindo providências ao Governo. O pátio provisório fica em frente a 3º Delegacia Regional, a mesma delegacia onde um preso fugiu depois de ir ao banheiro. Veículos apreendidos ficam expostos, sem nenhuma segurança e estão sendo “depenados” por criminosos.

A situação do pátio da delegacia de Laranjeiras, município de Serra, é o retrato do abandono e da precarização da Polícia Civil capixaba. Os veículos apreendidos são deixados em um terreno que foi cedido para a Polícia usar provisoriamente como pátio, mas, assim como em outras circunstâncias, o que era uma medida paliativa parece ter se tornado definitiva. O resultado não poderia ser outro: os veículos apreendidos entraram na mira de bandidos.  

No local que abriga dezenas de veículos, alguns novos, o que mais se vê são carros já sem rodas e até sem maçanetas. Em alguns casos, criminosos quebraram o vidro traseiro e roubaram os painéis dos veículos. Tudo isso em frente à delegacia.

“Vergonhoso. Se faltam policiais para os serviços essenciais da delegacia, como registro de ocorrências, investigações e guarda de presos, como “vigiar” carros apreendidos em um terreno aberto? É mais um exemplo de que, quando não se investe sem segurança pública, o mais prejudicado são os cidadãos que pagam uma alta carga tributária e não recebem serviços públicos de qualidade em troca”, disse Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

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O pátio provisório da 3 º Delegacia Regional foi cedido por que a Polícia Civil não tinha onde colocar tantos veículos recuperados. Os automóveis ficavam na frente da delegacia, na calçada e até no canteiro central da rua, afetando diretamente o direito de ir e vir da sociedade. A delegacia que fica em Laranjeiras é a mesma onde no último final de semana um preso fugiu depois de pedir para ir ao banheiro. Na ocasião, apenas dois policiais civis trabalhavam na unidade, mas só um estava “vigiando” os presos.

Para o Sindipol/ES, a situação só vai melhorar quando o Governo do Estado abrir concurso público com um número de vagas compatível com a defasagem no quadro operacional da PC/ES, que atualmente é superior a 60%, e quando políticas públicas estruturantes forem colocadas em práticas pelos gestores estaduais.

“A Polícia Civil está em colapso, isso é um fato. Não temos policiais civis para investigar tantos crimes. Delegacias estão sendo fechadas e algumas precisam urgentemente de reformas. Enquanto o Governo do Espírito Santo não rever essa política de segurança pública o criminoso vai ficar impune e a sociedade insegura. Lamentamos isso”, finalizou o presidente do Sindipol/ES.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!