a-cada-20-minutos-uma-pessoa-e-roubada-ou-furtada-no-es

Mais de 14 mil pessoas foram vítimas de criminosos e perderam seus pertences apenas nos primeiros seis meses de 2018 em todo o Espírito Santo. Crimes acontecem na rua, em casa, dentro de condomínios e nos ônibus públicos. Para Sindipol/ES, número de crimes patrimoniais pode ser ainda maior.

Bandidos armados perseguindo, roubando e até agredindo suas vítimas pelas ruas. Em cidades cercadas por câmeras, como na Grande Vitória, cenas como essas são registradas diariamente e passam a fazer parte da rotina dos capixabas. De janeiro a junho de 2018, 14.159 pessoas foram roubadas ou furtadas no estado, média de um crime a cada 20 minutos.

Do total de crimes patrimoniais registrados, 53% aconteceram na Região Metropolitana. Vila Velha apresenta o maior número em todo o estado, foram 2.042 furtos ou roubos até junho na cidade, seguida de perto pelos municípios de Serra (1958), Cariacica (1832) e Vitória (1734). No interior, as cidades do litoral se destacaram. Guarapari registrou 615 crimes, Marataízes 189 e Piúma 178 furtos ou roubos.

“Esse é o resultado das políticas de governo que sucatearam as forças policiais no Espírito Santo. Na Polícia Civil, por exemplo, a pessoa assaltada pode até registrar um boletim de ocorrência quando tem o telefone roubado, mas sabe que esse é um crime que ficará impune, que dificilmente será investigado por que não tem policiais e nem equipamentos suficientes nas delegacias para isso”, pontuou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES e especialista em segurança pública.

Apesar dos altos índices, a Secretaria Estadual de Segurança disse que houve redução nos casos de furtos e roubos a pessoas no Espírito Santo.

NÚMERO DE FURTOS E ROUBOS PODE SER MAIOR

Além da descrença na Polícia sobre a investigação de crimes rotineiros, as vítimas de roubos nas ruas também encontram dificuldade para registrar ocorrências em todo o estado. Em 2017, em menos de quatro meses, seis delegacias foram fechadas no Espírito Santo. O motivo: falta de policiais. Veja.

Em Vila Velha, o 18º Distrito Policial de Cobilândia, que na última inspeção sindical registrava média de 150 inquéritos e 270 boletins de ocorrência ao mês, acumulou as demandas da delegacia de São Torquato. Na Serra, a delegacia de Jacaraípe passou a atender 300 mil habitantes, depois que a unidade de Novo Horizonte foi levada para o mesmo imóvel.  Acesse.

Situação semelhante aconteceu em Vitória, com o fechamento da delegacia do Centro de Vitória e a transferência para a unidade de Santo Antônio. Clique aqui.

Com as mudanças, os policiais civis ficaram sobrecarregados e limitados para atender toda sociedade. Em Rio Bananal, norte do Espírito Santo, até junho, a cidade só tinha um policial civil trabalhando na delegacia.  Atualmente, a defasagem de policiais civis, segundo levantamento do sindicato, supera 60%.

“Claro que isso influencia no número total de crimes. A sociedade já percebeu que nem todos os casos são investigados por que faltam policiais, agora, distanciando ainda mais a delegacia do cidadão, a tendência é que vítimas deixem de registrar ocorrências. Isso interfere diretamente na produção de dados e informações de relevância pública. É uma forma de mascarar a violência”, finalizou.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!