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Os números foram divulgados pelo portal Gazeta Online com base nas informações da Polícia Civil do Estado que ainda revelam, que 70% desses casos são referentes a estupros e 80% são de crianças do sexo feminino.   

No mês das crianças, a reportagem revela números assustadores. São 570 inquéritos de crimes cometidos contra crianças e adolescentes vítimas de violência entre outubro de 2017 e setembro deste ano. Os números foram registrados pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Vitória  que, neste tempo, já encaminhou mais de 720 inquéritos para a justiça.

Ainda de acordo com a reportagem, durante o mesmo período, 40 pessoas foram presas preventivamente.  

Em abril, os irmãos Kauã e Joaquim foram abusados sexualmente pelo pastor George Alves. O crime aconteceu em Linhares e chocou todo o Estado que durante dias acompanharam as investigações da polícia judiciária capixaba que revelou, que George ainda agrediu as crianças e ateou fogo enquanto ainda estavam vivas. Veja.

Além do caso dos irmãos Kauã e Joaquim, outra tragédia que chocou o Estado foi o sequestro da estudante Thayná de 12 anos que completou na última quarta-feira (17) um ano. As investigações que envolveram policiais civis de diversas delegacias encontraram a ossada da menina, em Viana, e capturaram o acusado Ademir, em Porto Alegre.  Preso, Ademir é acusado de estuprar e matar a menina. Acesse.

Os números assustam

Realizar um levantamento da quantidade total de crianças abusadas sexualmente no Brasil é como procurar uma agulha no palheiro. Apesar da barbaridade desses crimes, não há uma base de dados centralizados. Os últimos números atualizados, foram divulgados pelo governo em 2017.  Os dados mostram que 40% dos casos são referentes a crianças de 0 a 11 anos. As faixas etárias de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos correspondem, respectivamente, a 30,3% e 20,09% das denúncias.

Segundo o presidente do Sindicato, Jorge Emílio Leal, a ausência desses dados centralizados dificulta o combate a esse tipo de crime.

“O Estado precisa está preparado para lidar com esse tipo de violência e a melhor forma de combater é a prevenção. No entanto, para criar políticas públicas realmente estruturantes contra esses crimes é necessário primeiro ter conhecimento sobre a extensão desses casos”, disse o presidente do Sindipol/ES.

*Foto de capa: folha do sul

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