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Julismar Corrêa da Silva, de 24 anos,  é o homem acusado de atirar duas vezes no policial civil Alessandro Ferrari, assassinado brutalmente no último domingo (28). Ele foi preso pela equipe da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Cariacica. 

Os outros dois suspeitos do crime foram presos na noite de segunda-feira (29). De acordo com as investigações, os criminosos passaram o dia procurando uma vítima para assaltar e encontraram o investigador. Alessandro Ferrari foi assassinado no dia do aniversário da filha.

Juan Luiz Inoch de Oliveira, de 25 anos, e Márcio Vinicius de Jesus Ribeiro, conhecido como “Beiço”, de 18 anos, foram presos em Cariacica. Eles confessaram o crime.  Julismar Corrêa da Silva,  estava foragido, mas foi preso na tarde desta quarta-feira (31). Julismar teria anunciado o assalto e atirado duas vezes no policial civil. 

Alessandro Ferrari foi morto ao fazer o movimento para ajeitar a camisa e esconder dos bandidos que estava armado. As investigações apontam que os três acusados fazem parte de uma quadrilha que rouba carros na Grande Vitória. Na operação que prendeu os dois criminosos, a polícia também encontrou drogas e armas. Todos os três homens identificados já foram presos anteriormente, mas, segundo o secretário de segurança, estavam em liberdade por causa das leis “frouxas” do Brasil.

O investigador de Polícia, Alessandro Gomes Ferrari, tinha apenas 46 anos. Ferrari entrou na Polícia em 2010 e trabalhava na delegacia de Costumes e Diversões. No domingo, o policial foi à igreja com a esposa e a sogra. No caminho de volta para casa, ele parou no bairro Morada de Santa Fé, em Cariacica, onde foi abordado pelos bandidos assim que saiu do carro. No carro, Alessandro estava com o bolo para comemorar o aniversário de oito anos da filha dele. Foi ao bairro pegar uma amiga da filha para cantar parabéns, o que não conseguiu fazer.

“Estamos de luto por mais um irmão policial morto. Queremos que desta vez esses bandidos fiquem presos e paguem pela atrocidade que cometeram. A morte de um policial é um ataque ao Estado e a toda sociedade”, disse o secretário de Segurança. 

Nylton Rodrigues defende prisão perpétua para quem mata policiais. Os dois presos acusados da morte do investigador Alessandro Ferrari irão responder pelo crime de latrocínio, podem ter pena de 25 a 30 anos de prisão. 

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES, parabenizou os policiais pela prisão do acusado. 

“Parabéns a todos policiais civis envolvidos nas investigações e aos da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Cariacica que mesmo diante de todas as dificuldades agiram rápido e efetuaram a prisão dos assassinos do amigo e guerreiro, Alessandro Ferrari. A morte do investigador e de qualquer policial civil é um ataque a todas as instituição policiais brasileiras”, disse, o presidente. 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!