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O anúncio foi feito na tarde de ontem (13) pelo Governador eleito, Renato Casagrande. O carioca Roberto Sá foi o escolhido para assumir a pasta e a difícil missão que será recuperar a Segurança Pública capixaba. O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) dá as boas vindas e deseja sorte ao novo Secretário.

Quem é?

Roberto Sá é delegado da Polícia Federal. Natural de Barra do Piraí (RJ), em 2000, formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Sua carreira policial começou na Escola de Formação de Oficiais da Polícia Militar, em 1983, como cadete. Dois anos depois, foi nomeado aspirante a oficial. Em seguida, galgou todas as promoções até o posto de tenente-coronel, quando deixou essa corporação para ingressar na Polícia Federal.

Ainda na PMERJ, entre outras funções, foi instrutor do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), de 1989 a 1992. Na Polícia Federal, esteve à frente da Delegacia de Polícia Fazendária do Estado do Acre e participou, como chefe de Segurança Móvel, da escolta das 184 delegações estrangeiras presentes à Assembleia Geral da INTERPOL, realizada no Rio, em 2006.

No Rio de Janeiro, Roberto Sá também foi Secretário de Segurança Pública e Subsecretário de Planejamento e Integração Operacional. Ele foi um dos percursores das chamadas UPP´S nos morros cariocas.

Desafios

O novo secretário de segurança vai encontrar uma situação bastante complicada. Falta tudo. Desde recursos materiais à humanos. No caso da Polícia Civil, por exemplo, delegacias estão caindo aos pedaços. O efetivo está defasado. Tanto a população quanto os profissionais da segurança pública sofrem com o descaso.

Em 1996, o número de habitantes no Espírito Santo era de 2.790.206 milhões. Naquele período, o efetivo da polícia civil capixaba era composto por 3.821 policiais. A última estimativa do IBGE traz que a população do Estado é de cerca de 4.016. 356 milhões.

Já o quadro de policiais civis da ativa não chega a 2.000 profissionais. Uma defasagem de aproximadamente 60%. Os cargos da Superintendência de Polícia Técnico-Científica, por exemplo, estão defasados em 80%.

O presidente do Sindipol/ES deseja sorte ao novo Secretário.

“O novo secretário vai encontrar muitas dificuldades. A atual situação da segurança pública é de calamidade. Tantos os profissionais quanto à sociedade são reféns da falta de uma política de Estado realmente estruturante. Esperamos que ele possa realmente vir com uma visão diferenciada de valorização do profissional de polícia, de respeito a dignidade da pessoa humana e respeito ao pai de família operador de segurança. Que ele foque em condições dignas de trabalho e inclusive na valorização salarial, o que não foi feito pelos atuais gestores e governo. Desejamos sorte ao Roberto Sá e que ele possa atender aos anseios dos profissionais da segurança pública e de toda sociedade”, disse o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS