assaltos-a-onibus-crimes-podem-ficar-impunes-por-falta-de-investigacao

A Região Metropolitana do Espírito Santo passa por uma onda de assaltos a ônibus. No último domingo, um rapaz de 18 anos foi assassinado. Em 2018, a Secretaria de Segurança Pública montou uma delegacia especializada em roubo a transporte público, mas a falta de policiais civis pode atrapalhar as investigações.

Domingo, 25 de novembro de 2018. Deivid Jercey, de 18 anos, foi assassinado dentro do ônibus quando voltava da casa da namorada, em Vila Velha. O menino tinha entregue o celular, não reagiu e mesmo assim foi baleado com um tiro fatal no peito. Três suspeitos do crime foram presos em menos de 24 horas, graças a uma denúncia anônima.  A onda de assaltos em ônibus colocou mais uma vez em xeque-mate o sistema de segurança pública no Espírito Santo.

Em resposta aos diversos assaltos dentro dos ônibus, a Secretaria de Segurança Pública anunciou a criação de uma Delegacia Especializada em Roubo em transporte coletivo, porém, faltam policiais para trabalhar na delegacia, assim como em outras unidades.

“Na verdade, essa nova delegacia fica no prédio da Patrimonial. As policiais que trabalham por lá atuam em investigações e operações da Patrimonial e da Roubo a transporte público. Ou seja, sobrecarregaram os policiais civis que já estão esgotados”, explicou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Para Jorge Emílio Leal, que também é especialista em segurança pública, os crimes em ônibus poderiam ser facilmente solucionados se a Polícia tivesse delegacias regionais bem estruturadas. Em 2017, em menos de quatro meses, seis delegacias foram fechadas pelo Governo.

“As investigações apontam que os assaltantes, geralmente, residem nos bairros onde acontecem os crimes. Por isso, muitas vezes as vítimas não denunciam os bandidos. Se as delegacias dos bairros funcionassem como deveriam, talvez essa realidade pudesse ser outra. Atuando na comunidade, o policial passa a ter contato direto com os moradores e isso facilita na identificação e prisão de criminosos”, comentou.

O Sindipol/ES reforça que a Polícia Civil capixaba tem uma defasagem em seu quadro operacional que supera 60%. O número de policiais civis não acompanhou o crescimento populacional do estado e a instituição sofre há anos pela falta de investimentos e de políticas estruturantes para a segurança pública.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!