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Estrutura precária e falta de policiais civis para cumprir mandados de prisão são problemas apontados pelo Sindipol/ES.

Bandidos perigosos condenados pela justiça ou que estão sendo investigados continuam nas ruas cometendo crimes devido a ineficiência do Estado. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Espírito Santo tem 10.926 mandados de prisão pendentes no sistema. Significa, que quase 11 mil pessoas acusadas de crimes e até condenadas pela justiça estão em liberdade.

O caso mais recente é o do empresário Wagner Dondoni. Em 2008, Dondoni passou a noite em uma boate, ingeriu bebida alcoólica e depois causou um acidente na Br 101, onde três pessoas da mesma família morreram.

No dia 5 de novembro, o empresário foi condenado há 24 anos e 11 meses de prisão em regime fechado, mas Dondoni não compareceu ao julgamento, desapareceu e só se entregou no final do último mês.

“Infelizmente, a Polícia Civil do Espírito Santo não tem policiais suficientes para cumprir tantos mandados. Acontece que casos mais fáceis são priorizados. Não cumprir mandados de prisão significa deixar criminosos impunes e a sociedade refém da violência”, pontuou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

DEFASAGEM DE POLICIAIS CIVIS COMPROMETE SISTEMA DE SEGURANÇA

O último levantamento feito pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol) apontou um quadro caótico que interfere diretamente na em todo o sistema de segurança pública capixaba.

Atualmente, a Polícia Civil tem 1.907 policiais civis trabalhando. Mas, se levar em consideração que desse total, 309 atingiram o tempo de serviço e idade para se aposentar, o estado possui apenas 1.598 policiais. Comparando com o número de habitantes, que na última estimativa do IBGE era de 3.972.388 milhões de pessoas, o Espírito Santo tem uma média de um policial para cada 2.440 habitantes.

“A situação é crítica. O sucateamento no quadro operacional da Polícia Civil é reflexo da falta de investimentos na instituição e na ausência de valorização do próprio policial civil. A gente lamenta ver a polícia nessas condições. Mesmo sobrecarregados, atuando no limite e sem estrutura, nossos policiais apresentam resultados surpreendentes. Seríamos modelo para o Brasil se o Governo tivesse interesse em, de fato, reorganizar a Polícia Civil capixaba”, finalizou o presidente do Sindipol/ES.

 

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