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Número de vagas disponíveis não chega nem perto de acabar com a defasagem no quadro operacional da Polícia civil capixaba. Apesar das diversas cobranças do Sindicato dos policiais civis, o concurso público anunciado é mais uma medida política e paliativa, do que um investimento significativo em segurança pública.

Ao todo, serão 173 vagas para cargos de níveis médio e superior. As vagas são para assistente social (4), auxiliar de perícia (20), escrivão de polícia (20), investigador (60), médico legista (15), psicólogo (4) e perito criminal (50). O salário é de R$ 5.103,84 para nível superior e R$ 3.622,08 para nível médio. As inscrições já começaram pelo site http://www.institutoaocp.org.br/, e serão encerradas no dia 11 de fevereiro.

O concurso público foi anunciado durante a prestação de contas do Governador Paulo Hartung, que vai amagar em sua trajetória política a pior crise na segurança pública que o Espírito Santo já enfrentou.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

“Esse governo manipula números a seu favor e esconde a verdade da população. O cidadão não aguenta mais tanta violência. A insegurança cresce a cada para todo cidadão capixaba e o governo vem falar de redução da criminalidade”, pontuou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES e especialista em segurança pública.

NÚMERO DE VAGAS NÃO ACABA COM DEFASAGEM

Oficialmente, o Governo do Estado diz ter 2.160 policiais civis trabalhando de Norte a Sul do Espírito Santo. Buscando a verdade e lutando por melhores condições de trabalho para os policiais civis e, consequentemente, um serviço público digno para a população, o Sindipol/ES fez um levantamento e descobriu que o estado do Espírito Santo conta apenas com 1.900 policiais civis na ativa.

Desse total, mais de 300 já estão com idade para se aposentar e podem fazer o pedido a qualquer momento. Situação que pode comprometer ainda mais todo o sistema de segurança do estado. Veja aqui.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), o concurso público anunciado pelo governador Paulo Hartung, diante da atual defasagem no quadro operacional, faz parte da mesma estratégia política que fez severos cortes em setores importantes, comprometendo, principalmente, a segurança e a saúde de todos os capixabas.

 “Não é um investimento significativo. O que são 173 policiais civis diante de uma defasagem superior a 60%? Nada. Infelizmente, essas medidas paliativas se tornaram regra na Polícia Civil. A diferença é que agora a insegurança tomou maior proporção e todo capixaba sente nas ruas o avanço na criminalidade”, pontuou o presidente do Sindipol/ES.

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