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Infelizmente, as recentes mortes no morro do Moscoso são consequências das políticas ineficientes do governo Paulo Hartung e da falta de policiais civis para investigar os crimes no Espírito Santo. Para o Sindipol/ES, o ataque de traficantes que resultou na morte de três jovens e duas pessoas baleadas, todos inocentes, poderia ser evitado com um trabalho de inteligência integrado entre as forças policiais.

Traficantes em guerra pelo domínio de comunidades inteiras e a população sofrendo com o efeito colateral dessa guerra, que também acontece pela ausência do poder público. Assim é possível resumir a tensão nos morros do Moscoso e da Piedade, no centro de Vitória.

Na última segunda-feira (14), testemunhas disseram que 12 homens fortemente armados chegaram aos morros do Moscoso e Piedade pela mata do Parque da Fonte Grande. Eles assassinaram três jovens com idades entre 18 e 26 anos, e também balearam duas pessoas. Segundo as investigações, todos eram inocentes. Mesmo com um efetivo defasado em mais de 60%, os policiais civis capixabas já identificaram os homens que ordenaram o ataque ao morro do Moscoso. Para o delegado responsável pelo caso, foi um ataque covarde.

MORTES PODERIAM SER EVITADAS COM MONITORAMENTO DE CRIMINOSOS

Os mesmos homens apontados nas investigações como mandantes das mortes no morro do Moscoso também foram indicados como os responsáveis pela morte dos irmãos Ruan e Damião, e por outros crimes na Piedade, em 2018. São traficantes do Bairro da Penha e São Benedito que estão expandindo o comércio de drogas para outras comunidades, deixando um rastro de sangue e medo pelo caminho.

De 2010 a 2018, 203 pessoas fugiram do morro da Piedade. 60 casas foram abandonadas.

Para Sindipol/ES, a defasagem no quadro operacional da Polícia Civil capixaba resulta na impunidade dos criminosos e o exemplo disso ficou evidente no recente triplo homicídio. Os suspeitos deveriam estar sendo monitorados pelos serviços de inteligência, já que se tratam de pessoas de alta periculosidade. Porém, apesar do esforço dos policiais civis na identificação desses criminosos, a Polícia Civil tem limitações para prender os suspeitos em buscas e diligências. Faltam policiais nas delegacias e nas unidades especializadas. Reflexo da falta de valorização e estrutura para os profissionais de segurança pública.

Por isso, o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo acredita em omissão do governo Paulo Hartung, que não realizou concurso público para oxigenar a Polícia Civil e não soube estruturar os serviços de inteligência das forças policiais para tratar da tensão nos morros da Grande Vitória.

O Sindipol/ES espera que a nova gestão do Espírito Santo tenha capacidade técnica para reverter esse quadro.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!