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Governador do Espírito Santo explicou que é necessário um trabalho integrado entre as forças policiais capixabas e de outros estados. Assim como o Sindipol/ES vem cobrando durante anos, novo secretário de segurança diz que estado precisa ter mais policiais para combater a criminalidade crescente.

Traficantes usando roupas camufladas, portando fuzil, submetralhadora israelense e outros armamentos pesados. Os capixabas estão no meio de uma guerra pelo domínio de pontos de vendas de drogas. Na terça-feira (22), em uma operação no morro da Conquista, em Vitória, a polícia prendeu sete pessoas, apreendeu armas e drogas. Entre os presos estava um adolescente vestindo uma roupa camuflada, semelhante a usadas por militares que atuam em selvas. No telefone do adolescente, a polícia encontrou uma fotografia de outros traficantes fortemente armados e usando roupas camufladas.

preso borrado

Para o Sindipol/ES, o avanço dos traficantes que se organizaram e formaram facções criminosas, é reflexo da falta de investimentos em segurança pública nos últimos anos.

“A Polícia Civil que investiga, identifica e prende esses criminosos está sucateada. Até dezembro faltava dinheiro para o combustível das viaturas. Dezenas de delegacias estão em péssimas condições e os policiais sobrecarregados por causa da defasagem no quadro operacional da PC/ES”, pontuou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O governador Renato Casagrande concorda com o sindicato. Ele disse que está preocupado com a chegada de criminosos de outros estados.

“É um quadro que exige cada vez mais um trabalho integrado do Espírito Santo com o Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros estados. Um trabalho integrado das policiais civil, militar e do sistema prisional capixaba. Isso que está acontecendo é resultado da ausência de investimentos em segurança pública nos últimos anos. Temos que dar passos para frente”, disse o governador capixaba.

O novo secretário de segurança pública, Roberto Sá, falou da necessidade de investir nas forças policiais, principalmente, na contração de policiais.

“Temos que fazer esse reconhecimento. Isso mostra que devemos amadurecer e encontrar meios para enfrentar esse evento, que não é uma peculiaridade capixaba. Estaremos fazendo um trabalho ao longo da gestão com diálogo e responsabilidade, construindo com o governo a possibilidade de termos mais policiais para enfrentar essa realidade que nós temos”.

De acordo com o levantamento feito pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES), a defasagem no quadro de funcionários operacionais da Polícia Civil do Espírito Santo já supera os 60%. O estado conta apenas com 1.900 policiais civis e 300 podem se aposentar a qualquer momento.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) lamenta que os capixabas estejam no meio do fogo cruzado dessa guerra de traficantes e se coloca à disposição do governador e do novo secretário de segurança para que a população não fique refém da criminalidade.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!