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As portas do rabecão, veículo que transporta cadáveres da PC/ES, se abriram e ao contrário do que foi divulgado, não despejou nenhum corpo no asfalto. O caso aconteceu na última quarta-feira (23), enquanto o veículo transitava em uma das ruas do bairro São Torquato. As informações foram apuradas pelo Sindipol/ES.

Uma cena que causou estranheza, mas que revela o resultado das políticas de massacre implementadas na Polícia Civil do Espírito Santo. Nos últimos seis anos, as verbas destinadas a investimentos e manutenção das delegacias foram reduzidas drasticamente e sem dinheiro, dezenas de unidades ficaram em péssimas condições.

“É uma situação caótica e reflexo de uma crise sem precedentes que assombrou a instituição Policial Civil nos últimos anos. Faltava de tudo nas delegacias desde material de papelaria a até mesmo policiais. Muitas delegacias foram fechadas e durante as inspeções nós chegamos a constatar delegacias com foco de dengue, locais insalubres e viaturas em estado degradante”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

INVESTIMENTO DE APENAS R$ 200,00 EM 2017

Em 2018, o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) fez um levantamento das informações do portal de transparência do governo e constatou que no ano anterior o Estado destinou apenas R$ 200,14 para investimentos na PC/ES. Se comparada ao ano de 2011, a redução chega a 99,99%. Veja.

As informações públicas registradas no portal também mostraram que há sete anos a Polícia Civil não recebia verbas do Governo e revelaram que a PC/ES vinha sobrevivendo com verbas próprias provenientes do Fundo de Reequipamento da Polícia Civil (Funrepoci) que deveria ser usado apenas como complemento para as compras da instituição.

“O caso do rabecão em Vila Velha ou das delegacias sem as condições mínimas de funcionamento revelam a situação lamentável na qual a PC/ES estava submetida. A segurança pública não só no ES, mas em todo Brasil precisa urgentemente de uma política de Estado realmente estruturante e não paliativa”, concluiu o presidente.

Foto de capa: Reprodução/Whatsapp TV Vitória

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