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Apenas prender não resolve o problema da violência. O artigo do especialista em segurança pública Henrique Herkenhoff, publicado em A Gazeta, vai ao encontro do já defendido pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES). O texto defende que quando há investimentos em recursos materiais e humanos na PC/ES o retorno é imediato.

De acordo com o profissional, que também é professor do mestrado em Segurança Pública da Universidade Vila Velha (UVV), quando o Estado recebeu o reforço de 500 policiais civis concursados, o número de pessoas presas por homicídio superou o número de vítimas. Os dados divulgados revelam a prisão de 2.220 mil pessoas em 2014 acusadas deste tipo de crime.

O número é inferior às 50 mil prisões em flagrantes feitas pelo patrulhamento preventivo. No entanto, o artigo traz que quando há investimento em inteligência policial, por mais que as prisões sejam menores do que as realizadas pelo patrulhamento preventivo, elas ocorrem com provas mais robustas e bem elaboradas. Ou seja, quando o suspeito é preso, as provas são muito mais contundentes e a chance dele ser solto é muito menor.

PC/ES não recebe investimentos

Atualmente, a Polícia Civil está completamente sucateada. Falta tudo, desde recursos materiais a humanos. Os profissionais convivem em ambientes totalmente insalubres. Sem investimentos, a principal vítima é a sociedade capixaba.

O presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, destacou a importância da categoria para a sociedade e a segurança pública. “Todos os especialistas e a própria sociedade reconhecem o valor dos policiais civis. Sem a Polícia Civil tudo fica parado. Ela é o coração da segurança pública e infelizmente o coração está parando, pois não há investimentos, o último Governo não valorizou os profissionais como deveriam ser valorizados. É lamentável e os números mostram que os policiais civis são os responsáveis pelas principais prisões de criminosos”, disse.

Um levantamento feito pelo Sindipol/ES mostra que em 1996 quando o número de habitantes do Espírito Santo era de 2.790.206 milhões, o efetivo da PC/ES era composto por 3.821 mil profissionais.

Na contramão do aumento populacional, a quantidade de policiais civis apenas diminuiu. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a população capixaba estimada em 2018 é de 3.972.388 milhões de habitantes. Já o efetivo da polícia civil está estimado em 2.160. Levando em consideração que 22 servidores foram cedidos por outra instituição, 37 são policiais aposentados que aderiram ao Serviço Voluntário e voltaram ao trabalho com limitações operacionais, e 194 são estagiários, são apenas 1.907 policiais civis na ativa para combater e investigar crimes.

“É necessário investir em inteligência e em uma política de Estado realmente estruturante. Os policiais já provaram sua competência. O Estado precisa investir em qualidade. A Polícia Civil está morrendo. Precisamos de concursos públicos e da valorização dos nossos profissionais. Os números mostram. Sem Polícia Civil não há segurança para a sociedade, finalizou, Jorge Emílio Leal.

 

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