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O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) não concorda com a proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso. A diretoria do Sindipol/ES está em Brasília lutando com sindicatos que representam profissionais de segurança pública de todo o país.

A proposta da reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro abrange os trabalhadores do setor privado, que estão no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e os servidores públicos. O texto com mudanças para os militares das forças armadas sai em 30 dias. O Sindipol/ES discorda da proposta em diversos pontos.

“ Somos contra o tratamento diferenciado dado aos militares das forças armadas e queremos um tratamento digno. Os operadores da segurança pública já sofrem com a falta de estrutura e de investimentos dos governos estaduais. Nossa atividade é de alto risco, de dedicação exclusiva e comprometimento integral em defesa da sociedade. Nossa guerra é diária, por isso, merecemos valorização e reconhecimento, não migalhas”, comentou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O QUE PREVÊ A PROPOSTA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA?

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Bolsonaro entrega proposta de reforma da Previdência.

A proposta prevê uma idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, a ser aplicada após 12 anos de transição.  A idade mínima subirá progressivamente durante esse período. 

Para policiais civis, federais, agentes penitenciários e socioeducativos, a idade mínima de aposentadoria será de 55 anos para ambos os sexos. Porém, o tempo mínimo de contribuição será de 25 anos para mulheres e 30 para homens.  Mulheres terão que ter 15 anos de tempo de exercício, homens 20 anos.  Todo trabalhador terá direito a 100% do benefício com 40 anos de contribuição.

“São diversos pontos negativos para os policiais de todo o Brasil. A idade mínima de 55 anos, por exemplo, pode ser aumentada caso a expectativa de vida dos brasileiros aumente. Tem a questão dos pensionistas e a situação dos policiais que entraram após a implementação do regime de previdência complementar é ainda mais delicada, muito ruim”, explicou Humberto Mileip, vice-presidente do Sindipol/ES.

A reforma deve incluir também a criação de novas alíquotas de contribuição dos trabalhadores e a implementação de um regime de capitalização – pelo qual cada trabalhador financia a própria aposentadoria por depósitos em uma conta individual.

O Sindipol/ES acredita que os policiais civis e outros operadores de segurança pública deveriam ficar de fora dessa proposta de reforma da Previdência nesse primeiro momento para que tudo seja discutido e avaliado sem perdas para os trabalhadores.  Assim como aconteceu no governo Temer, a diretoria do Sindipol/ES está em Brasília unindo forças com profissionais de segurança pública de todo o país para que o texto da Previdência seja revisto.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!