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Pistolas estrangeiras, uzis, metralhadoras e fuzis. Armamentos usados em guerra e pelas forças policiais mais bem preparadas do mundo estão nas mãos de criminosos no Espírito Santo. Duas investigações revelaram as rotas dessas armas. A Polícia Civil capixaba acredita que armamentos de pequeno porte saem do Paraguai em direção ao Estado, passando pelo Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

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No início de 2019, a Polícia Federal descobriu que traficantes de uma facção criminosa de Vitória estavam importando fuzis dos EUA. A quadrilha tem o apoio de um empresário capixaba que em solo norte-americano. O empresário enviava para Vitória os fuzis desmontados em caixas de andadores para idosos, churrasqueiras e barracas de camping. As investigações indicaram que 14 remessas de fuzis desmontados foram enviadas dos EUA para o Espírito Santo.

ARMAS DE POLICIAIS CAPIXABAS APRESENTAM DEFEITO

No Espírito Santo, o estande de tiro do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES), um dos três melhores do país, é usado para cursos e treinamentos pela Polícia Civil. Segundo o presidente Jorge Emílio Leal, o Sindipol/ES já informou ao governo a necessidade de investimentos, já que algumas armas apresentam defeitos.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

“Policiais Civis de algumas regiões do Brasil já estão usando armamentos mais evoluídos e de melhor qualidade. São armas de porte usadas por policias referências no mundo, como na Europa, Israel e EUA. No Espírito Santo, a Polícia Civil continua utilizando armamento de baixa qualidade, de fabricação nacional que constantemente dão problemas de funcionamento, alimentação, panes no sistema de tiro, estouro de canos, dentre outros defeitos”, explicou.  

Em 2018, a Secretaria de Segurança Pública comprou fuzis m4 de fabricação norte-americana, um grande avanço para o Sindipol/ES, apesar da pequena quantidade. Porém, o sindicato lembra que o armamento de porte usado pelos policiais civis, pistolas, ainda são de fabricação nacional e apresentam problema.

Durante um curso de aperfeiçoamento no estande de tiro do Sindipol/ES, uma submetralhadora nova quase machucou a mão de um policial.

“Tiramos a submetralhadora da caixa. Nova, zero, mas no primeiro tiro o cano estourou e quase feriu um dos nossos policiais em treinamento. Imagina se fosse durante uma operação policial? Todos seriam prejudicados, inclusive, o próprio cidadão”, finalizou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Para o Sindipol/ES, as recentes apreensões e divulgação de vídeos de traficantes armados no alto dos morros da capital mostram que a polícia precisa evoluir no quesito armamento para combater a criminalidade no Espírito Santo.

 

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