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Cerca de 79 mil candidatos farão a prova para ingressar na Polícia Civil do Espírito Santo. Apesar de concurso público ser uma cobrança antiga do sindicato, o Sindipol/ES ressalta que o número de vagas ofertadas não é suficiente para amenizar a defasagem no quadro operacional da PC/ES.

São apenas 173 vagas distribuídas para cargos de nível médio e superior, do outro lado, uma defasagem que supera 60%. O concurso público do próximo domingo foi aberto na gestão Paulo Hartung. Para o Sindipol/ES, foi mais uma estratégia política e paliativa do ex-governador capixaba para dar uma resposta ao cidadão diante do avanço da criminalidade no estado.

Oficialmente, a Polícia Civil possui 1.907 policiais ativos, só que desse total, mais de 300 podem se aposentar a qualquer momento. Como a procura no concurso foi grande, 79 mil pessoas para 173 vagas, o Sindipol/ES acredita que o governo pode fazer um cadastro de reserva.

A situação de calamidade no quadro efetivo da Polícia Civil não é só no Espírito Santo. Em todo o Brasil, na contramão do crescimento populacional, o número de policiais civis e de investimentos em segurança pública foi reduzido drasticamente.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

“A luta pela abertura do concurso público era uma demanda antiga do Sindicato, mas não podemos dizer que esse é significativo. O que são 173 policiais civis diante de uma defasagem superior a 60%? Nada. Infelizmente, essas medidas paliativas se tornaram regra na Polícia Civil. A diferença é que agora a insegurança tomou maior proporção e todo capixaba sente nas ruas o avanço na criminalidade”, pontuou o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

 

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