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Policiais Civis de todo o Brasil são contra a proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro e o tratamento diferenciado dado aos militares das Forças Armadas pelo presidente da República.  Profissionais do país acreditam que Jair Bolsonaro deixou a segurança pública de lado.

Sem políticas efetivas para o Brasil e apoio no Congresso, envolvido em diversas polêmicas e com alto índice de rejeição, o presidente Jair Bolsonaro também está perdendo o apoio dos operadores da segurança pública, base da sua candidatura ao Palácio do Planalto.  Policiais Civis, Federais, Rodoviários Federais, agentes do sistema prisional e demais servidores não concordam com a proposta da reforma da Previdência e se sentem traídos por Bolsonaro.

“Fomos traídos. Apoiamos Bolsonaro por acreditar na promessa dele de dar mais atenção aos operadores da segurança pública e o que estamos vendo é o contrário. Além de não cumprir o que prometeu e não valorizar os policiais, estamos diante de uma proposta que retira direitos até dos aposentados e pensionistas.  É crueldade o que Bolsonaro pretende para os guerreiros que arriscam a própria vida em defesa da sociedade”, disse Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Bem diferente para militares das Forças Armadas, de acordo a proposta da reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro, para policiais civis, federais, agentes penitenciários e socioeducativos, a idade mínima de aposentadoria será de 55 anos para ambos os sexos. Porém, o tempo mínimo de contribuição será de 25 anos para mulheres e 30 para homens.  Mulheres terão que ter 15 anos de tempo de exercício, homens 20 anos.  Todo trabalhador terá direito a 100% do benefício com 40 anos de contribuição.

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Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

A reforma deve incluir também a criação de novas alíquotas de contribuição dos trabalhadores e a implementação de um regime de capitalização – pelo qual cada trabalhador financia a própria aposentadoria por depósitos em uma conta individual.

“Estamos desapontados com a falta de políticas desse governo e com a crueldade no tratamento do presidente Bolsonaro com os policiais. Caminhamos para o quarto mês de estagnação e retrocessos no Brasil. Não iremos aceitar perder direitos para manter privilégios de empresários, banqueiros e políticos corruptos”, finalizou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

No próximo dia 1º, a União dos Policiais do Brasil no Espírito Santo (UPB-ES), fará um debate na sede do Tribunal de Contas para falar sobre os impactos da reforma da Previdência nas carreiras de segurança pública. O Sindipol/ES reforça a importância da presença de todos nesse momento.

 

 

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