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Senadores, deputados federais e estaduais do Espírito Santo ouviram atentos aos pedidos dos policiais que fazem parte da União dos Policiais do Brasil (UPB-ES). Todos são contra a reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro.

A reunião foi para discutir os impactos das mudanças no sistema previdenciário para as carreiras dos agentes de segurança pública. Entre as incoerências apontadas pelos policiais na proposta apresentada por Bolsonaro, a diferença da aposentadoria para militares foi bastante debatida. Quem intermediou o debate foi Marcelo de Azevedo, diretor da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais.

“O regime de Previdência para os profissionais de segurança púbica é similar por conta das peculiaridades dessas carreiras, como atividade de risco, desgaste físico e mental, e por causa da restrição de direitos que esses profissionais são submetidos ao longo de suas carreiras. Esses regimes estão sendo quebrados nas propostas dos militares e as propostas dos profissionais civis. Hoje, analisando a proposta do Bolsonaro, policiais civis, federais e rodoviários federais irão perder o direito de aposentadoria, principalmente para os novos”, explicou o Marcelo de Azevedo.

MUDANÇAS NA APOSENTADORIA MILITARES X CIVIS

Basicamente, quatro diferenças na regra de aposentadoria dividem policiais civis e militares. Para os militares, a proposta de Previdência não prevê idade mínima de aposentadoria, para policiais civis, federais, rodoviários, agentes penitenciários e socioeducativos, a idade mínima de aposentadoria será de 55 anos para ambos os sexos, porém, a idade pode aumentar de acordo com a expectativa de vida do brasileiro.

Além disso, os policiais civis não terão regra de transição, não terão integralidade ou paridade. O policial pode perder até 80% do salário da ativa. Por último, as pensões serão integrais e vitalícias para militares, já para os policiais civis, os benefícios serão temporários e fracionados, mesmo em caso de morte em serviço.

Todos os parlamentes presentes na reunião desta segunda-feira (01/04) prometeram ajudar.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

“Se for aprovada desse jeito, mais uma vez os profissionais que defendem a sociedade serão punidos por políticas públicas descabidas, que desvalorizam os policiais e os operadores de segurança. Achávamos que Bolsonaro seria mais atencioso com os policiais, como ele mesmo prometeu, e não é isso que estamos vendo. O que estamos vendo é uma proposta que corta direitos de muitos para beneficiar poucos. Isso não podemos aceitar”, comentou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O debate com os parlamentes no Espírito Santo abre uma série de eventos da UPB em todo o país. Assim como aconteceu no governo Temer, a diretoria do Sindipol/ES está unindo forças com profissionais da segurança pública de para que o texto da Previdência seja revisto.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!