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Com as mudanças na aposentadoria por moléstia grave, 144 policiais civis aposentados terão os benefícios reajustados, alguns já no próximo pagamento. O IPAJM está verificando ainda a situação de outros 37 policiais e 42 pensionistas. Alguns processos de aposentadoria também serão desarquivados e reavaliados.

A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo se reuniu com o presidente-executivo do Instituto de Previdência dos servidores do estado (IPAJM), José Elias Marçal, para tirar dúvidas sobre as mudanças envolvendo a aposentadoria por invalidez dos policiais, já que na semana passada, depois de muitos pedidos do Sindicato, o governo ampliou as situações que determinam a aposentadoria por moléstia grave para os policiais civis, garantindo os benefícios da Promoção listados na Lei Complementar 657.

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Diretoria reunida com o presidente-executivo do IPAJM

O presidente-executivo do IPAJM confirmou o que o Sindipol/ES já havia anunciado em primeira mão. Para alguns dos 144 policiais civis aposentados por invalidez, o pagamento de já deve vir reajustado no próximo mês, já para os aposentados que os valores não forem corrigidos, o pagamento será em folha suplementar. De acordo com Marçal, o Instituto de Previdência também está analisando a situação de 37 policiais aposentados e de 42 pensionistas.

O diretor do Sindipol/ES, Edimar Nunes, explicou ainda que alguns casos de policiais civis aposentados serão desarquivados no Tribunal de Contas.

“Os processos serão desarquivados junto ao Tribunal de Contas para serem analisados. É um processo que deve ser demorado, mas que pode beneficiar muitos policiais que se aposentaram por invalidez e não receberam os benefícios da LC 657 por que não se enquadravam como caso de moléstia grave”, explicou o diretor.

O Departamento Jurídico do Sindipol/ES está à disposição dos sindicalizados para dar orientações e para mover ações administrativas e judiciais, caso seja necessário.

RECONHECIMENTO DO PERÍODO DE INSTRUÇÃO NA ACADEMIA DE POLÍCIA

clovis guiotoDurante a reunião com o presidente-executivo do IPAJM, a diretoria do Sindipol/ES pediu que o Instituto de Previdência reavalie o parecer que não leva em consideração o tempo de três meses de formação na Academia de Polícia (ACADEPOL) para a aposentadoria policial.

A diretoria do Sindipol/ES explicou para o presidente executivo do IPAJM que no período de formação na ACADEPOL o policial já não pode ter vínculo empregatício, faz plantões, anda armado e recebe um auxílio financeiro.

“Mesmo em treinamento, o aluno na ACADEPOL já está desempenhando atividades de policial civil. Entendemos que esses três meses na Academia devem ser levados em consideração quando o policial for se aposentar. Por isso, pedimos que o IPAJM reavalie o parecer. Existe a possibilidade real do Instituto aceitar nosso pedido. Se for aceito, alguns policiais poderão se aposentar imediatamente”, explicou Clóvis Guito, vice-presidente do Sindipol/ES.

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