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Durante a semana, três Serviços Médico Legal (SML) do interior do Espírito Santo funcionaram sem médicos-legistas. O governo confirma a situação e diz que vai abrir concurso público para contratar profissionais. De acordo com um levantamento feito pelo Sindicato dos Policiais Civis capixabas (Sindipol/ES), a defasagem na Polícia Civil capixaba supera 60% e atinge outros setores, principalmente, o de investigação.

Em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, por pelo menos dois dias o SML ficou sem médico-legista. A orientação para que a necropsia fosse feita foi enviar os corpos que chegaram para o Departamento Médico Legal de Vitória, ou aguardar pelo serviço no dia seguinte. Os Serviços Médico Legal de Colatina, Noroeste, e Linhares, Norte do Espírito Santo registraram o mesmo problema durante a semana.

Sindipol/ES denunciou a falta de estrutura para policiais civis capixabas
Policiais trabalham em locais insalubres

Os SMLs de Linhares e de Cachoeiro de Itapemirim contam com seis médicos-legistas e seis auxiliares de necropsia, nos dois municípios um médico legista está de férias.  Em Colatina são seis médicos, quatro auxiliares na sala de necropsia e mais 4 no rabecão. Na quarta-feira (16), um dos médicos recebeu abono.

Além da defasagem no quadro de profissionais, o que compromete os serviços prestados à população, de acordo com o Sindipol/ES, os policiais civis do Estado trabalham em locais inapropriados e insalubres. O Sindicato conquistou na justiça o direito ao pagamento do adicional de insalubridade aos servidores lotados na Superintendência de Polícia Técnico-Científica, mas o governo ainda não realizou os pagamentos.

Sobre a ausência de médicos-legistas nos SMLs, em nota, a Secretaria de Segurança Pública admitiu que não haviam profissionais nas três unidades e disse que a situação vai melhorar com a realização do próximo concurso público da PC.

“O concurso público previsto para a Polícia Civil ofertará 173 vagas, dentre as quais, 15 para médico-legista, 50 para perito oficial criminal e 20 para auxiliar de perícia médico-legal”, disse a nota.

O presidente do Sindicato reiterou a necessidade urgente de se repor o quadro de funcionários da Polícia Civil.

“Muitos se aposentaram ou estão perto de se aposentar. Aproximadamente 60% é uma porcentagem elevada quando falamos da falta de policiais civis combatendo a criminalidade. A Polícia Judiciária é um dos pilares do sistema de segurança pública”, finalizou Aloísio Fajardo, presidente do Sindipol/ES. 

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