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Erros na contratação da empresa organizadora, na correção das provas e na composição da banca examinadora foram algumas das falhas apontadas. A Corregedoria da Polícia Civil vai investigar os responsáveis por todas as irregularidades que motivaram o cancelamento do concurso para delegado no estado.

No dia 02 de janeiro, a Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (DPES) havia recomendada a anulação da segunda etapa e a contratação de nova empresa para o certame, em atendimento às denúncias feitas pelos candidatos.

A DPES identificou inadequações tais como: a não atribuição de pontuação a todos os candidatos em razão da anulação de questão; não divulgação dos nomes dos integrantes da banca examinadora; não fundamentação do ato administrativo de eliminação dos candidatos de acordo com a jurisprudência do STJ; cobrança de conteúdo na resposta não descrita na pergunta; falta de proporcionalidade na atribuição das pontuações pelo espelho de correção, sem valoração proporcional dos quesitos.

A partir daí a PCES investigou o processo de abertura de edital, a contratação da empresa organizadora e a aplicação e correção das provas do processo seletivo, constatando a suspeita de fraude. Em 20 de março, foi publicada no Diário Oficial a decisão referente ao cancelamento, que também contou com o parecer favorável da Procuradoria Geral do Estado do Espírito Santo.

O concurso para delegado da Polícia Civil do Espírito Santo, organizado pelo Instituto Acesso, contou com 15 mil candidatos inscritos que concorriam a 33 vagas oferecidas, com salário inicial de R$10.058,56.

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