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O decreto mantém a suspensão de várias atividades no estado até o dia 30 de junho. Com a prorrogação, as sedes recreativa e administrativa do Sindicato dos Policiais Civis seguem fechadas ao público.

Diante do número crescente de casos confirmados de coronavírus e de mortos pela Covid-19, o governador Renato Casagrande prorrogou o decreto que prevê o isolamento e o distanciamento social no Espírito Santo. Além de reiterar a suspensão das atividades educacionais em todas as escolas, faculdades e universidades particulares e públicas, o decreto também mantém suspensa as visitas em parques, cinemas, teatros, museus, bares, casas de shows, espaços culturais, entre outros.

O decreto foi publicado no dia 30 de maio.

SEDES RECREATIVA E ADMINISTRATIVA SEGUEM FECHADAS NO SINDIPOL/ES

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Pensando na saúde dos policiais sindicalizados, de seus amigos e familiares, a diretoria do Sindipol/ES segue atendendo aos decretos municipais e estadual. Por isso, as sedes do sindicato seguem fechadas.

Muitos sindicalizados estão fazendo contato e perguntando aos diretores do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo quando as atividades serão retomadas na sede recreativa do Sindipol/ES. De acordo com o novo decreto do governador Casagrande, o prazo para a retomada das atividades será no dia 30 de junho, entretanto, a diretoria do Sindipol/ES acredita que se a situação ainda estiver fora de controle no estado o decreto pode ser prorrogado mais uma vez.

A diretoria do Sindipol/ES pede a compreensão dos policiais civis. O decreto é claro ao dizer que estão proibidos eventos e atividades que causem aglomeração de pessoas. Na visão do Sindipol/ES, a violação dos decretos seria um risco aos sindicalizados e completamente incoerente, já que o sindicato representa profissionais que garantem a que a lei seja cumprida.

MÉDICOS EXPLICAM IMPORTÂNCIA DE NÃO BATER “PELADA” NA QUARENTENA

A diretoria do Sindipol/ES procurou a opinião de médicos especialistas para reforçar a importância de manter a sede recreativa fechada. O médico consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Leonardo Weissmann, entende que é preciso abandonar as famosas “peladas” por enquanto. 

“Exercícios ao ar livre não representam riscos, desde que não sejam em aglomeração, e sempre mantendo os cuidados de higiene. Não se recomenda juntar um grande número de pessoas. Não existe um número máximo exato, mas o que puder evitar de junção, melhor”, destacou o médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia Leonardo Weissmann.

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Especialistas afirmam que é preciso abandonar as famosas “peladas” por enquanto.

Em entrevista, a médica do Hospital de Clínicas de Curitiba, Maria Esther Graf, falou dos riscos de atividades esportivas nesse momento.

“Além de evitar o contato físico, as pessoas precisam cuidar o contato com a bola. Se ela puder ser tocada por diversos jogadores, existe o risco de transmissão do vírus”, explicou a médica infectologista do Complexo Hospitalar do Trabalhador, do Hospital de Clínicas de Curitiba e professora do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Maria Esther Graf.

A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo entende que esse é um período difícil e também sente falta de ver os amigos policiais nas sedes administrativa e recreativa do Sindipol/ES, mas pede a compreensão de todos.

“Quando tudo isso passar, e vai passar, vamos nos encontrar, jogar bola, bater papo, fazer churrasco e nos divertir muito no Sindipol/ES. Mas essa é a fase que precisamos cuidar da nossa saúde, da saúde de quem a gente gosta e da saúde de toda população. Salvar o máximo de vidas possível é dever de todos nesse momento”, explicou Aloísio Fajardo, presidente do Sindipol/ES.

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