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A semana começou com a divulgação do desfecho de dois assassinatos que aconteceram na Grande Vitória. Os resultados corroboram a importância dos pedidos feitos pelo Sindipol/ES ao governo, entre eles, o atendimento prioritário em casos de coronavírus no Hospital da Polícia Militar (HPM).

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Policiais Civis já participaram várias operações na pandemia.

Em sete dias o Departamento de Homicídios da Serra desvendou a morte e prendeu o assassino de um instrutor de auto escola. As investigações apontaram que o crime foi motivado por ciúmes. O suspeito é ex-marido da mulher com quem a vítima mantinha um relacionamento recente. O suspeito e a mulher tiveram um relacionamento longo, tinham três filhas e há cerca de três meses estavam separados. No entanto, ele não aceitava que ela mantivesse outros relacionamentos.

O segundo caso foi um crime mais complexo, o assassinato de uma adolescente de 15 anos. O corpo da menina foi encontrado com requintes de crueldade enterrado em uma cova rasa, em Cariacica. De acordo com as investigações que começaram em novembro do ano passado, foi um crime de feminicídio. O autor era procurado por outro assassinato e por tráfico de drogas. Ele foi preso em março por tráfico e estava com o celular da menina de 15 anos, que era sua ex-namorada.

“Esses são só pequenos exemplos da produtividade dos nossos policiais, que continuam trabalhando e tirando de circulação pessoas de extrema periculosidade das ruas”, destacou Aloísio Fajardo.

Nesse momento de pandemia, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis cobrou mais valorização do governo capixaba.

TESTES, ATENDIMENTO NO HPM E VALORIZAÇÃO 

Foto: PM/ES
Foto: PM/ES

De acordo com os últimos dados repassados pelo Departamento de Promoção Social (DPS), referentes ao dia 24 de junho, ao todo, 129 profissionais apresentaram sintomas do novo coronavírus na Polícia Civil capixaba. 65 profissionais testaram positivo para a Covid-19 na Polícia Civil do Espírito Santo. Veja aqui os detalhes. 

Diante desse quadro, a diretoria do Sindipol/ES tem cobrado ações efetivas do governo para conter o avanço da Covid-19 na Polícia Civil do Espírito Santo. O próprio Sindicato conseguiu doses da vacina contra a gripe e realizou campanhas de vacinação. Além disso, fez parcerias com prefeituras que higienizaram espaços de uso comum nas delegacias do estado.

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Diretoria do Sindipol/ES durante campanha de vacinação em Vila Velha.

Para o Sindipol/ES, os policiais civis também devem ser atendidos no Hospital da Polícia Militar (HPM), como medida urgente para garantir a segurança da população, dos profissionais de segurança e seus familiares. A diretoria também pediu que os policiais civis sejam inclusos no inquérito sorológico que está traçando o contexto real do número de infectados pelo novo coronavírus no estado.

“Achamos os pedidos pertinentes. Não são difíceis de serem atendidos e dariam melhor qualidade de vida e mais respaldo ao policial civil que segue trabalhando na pandemia. Os policiais civis, assim como os profissionais de saúde, estão na linha de frente de combate ao novo coronavírus e precisam ser mais valorizados”, destacou o presidente do Sindipol/ES Aloísio Fajardo.

Como ainda não foi atendido, no caso dos testes, o Sindipol/ES conseguiu um desconto com o renomado Laboratório Pretti para que os policiais civis façam o teste para saber de foram ou não infectados. O resultado sai em 24 horas e o valor com desconto fica em R$160. 

O Sindipol/ES pediu a suspensão dos descontos referentes aos empréstimos consignados dos servidores públicos estaduais ativos, inativos e pensionistas, vinculados ao Executivo Estadual. Os descontos são feitos em folha de pagamento. A diretoria também apoia o projeto apresentado pelo senador capixaba, Marcos do Val, que prevê uma pensão especial, de caráter indenizatório, aos dependentes de operadores da segurança pública e servidores da saúde que, no exercício de sua atividade, vierem a falecer em consequência do coronavírus. 

“Temos que valorizar os policiais civis que, normalmente, já arriscam suas vidas para defender a população. Nesse momento, o risco é dobrado por causa do novo coronavírus”, finalizou Aloísio Fajardo.

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