policiais-protestam-contra-reforma-da-previdencia-na-assembleia-legislativa-do-es

Centenas de profissionais da segurança pública, policiais federais, policiais rodoviários federais, peritos criminais federais, delegados federais e policiais civis se concentraram na Assembleia Legislativa do Espírito Santo em protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional da Reforma Previdenciária (PEC 287). A manifestação desta quarta-feira (15) foi nacional e policiais de todo Brasil não descartam uma greve unificada.

O ato público no Espírito Santo foi organizado pela União dos Policiais do Brasil (UPB-ES) composta pelo Sindicato dos Policiais Civis capixabas (Sindipol/ES); Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Espírito Santo (SinPRF/ES); Sindicato dos Policiais Federais do Espírito Santo (SINPEF/ES); Associação dos Delegados de Polícia Federal do Espírito Santo (ADPF/ES) e Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF/ES). Os sindicatos e associações que compõem a UPB entregaram um manifesto com todas as especificidades atinentes ao risco da atividade policial e a baixa expectativa de vida pelos policiais brasileiros aos deputados estaduais e pediram apoio aos parlamentares junto a bancada nacional no debate para a Reforma da Previdência. Os deputados se comprometeram ajudar.

IMG_7107
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES e vice presidente da Cobrapol.

Para o presidente do Sindipol/ES e vice-presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), Jorge Emílio Leal, levando em consideração a baixa expectativa de vida dos policiais brasileiros, com a PEC 287, a categoria não irá conseguir se aposentar face a idade mínima da proposta.

“Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que a expectativa do policial brasileiro é de 59 anos. Então, como podemos permitir que o trabalhador se aposente com 65? Não queremos ser tratados como diferentes, mas não podemos ignorar que nossa atividade é de risco. Enquanto todos correm do perigo, o policial corre para o perigo em defesa da sociedade”, destacou Jorge Emílio.

No ato público que aconteceu em todo o país, os profissionais da segurança pública irão decidir em assembleia a possibilidade de uma paralisação unificada de policiais federais, civis, peritos criminais federais, policiais rodoviários e delegados federais.

“Não está descartada uma greve geral no país por parte da segurança pública brasileira. Não se pode privatizar a segurança pública. A culpa pelo rombo na economia do Brasil é de políticos corruptos, e não dos trabalhadores”, explicou o presidente do Sindipol/ES.

Poucos policiais civis participam de mobilização

Apesar da manifestação desta quarta-feira ter sido marcante na luta por uma aposentadoria digna e justa, com a presença em massa dos policiais federais, rodoviários federais, peritos federais, delegados federais, de forma vergonhosa poucos policias civis capixabas compareceram, como se a reforma da previdência não os atingisse, principalmente no que tange as associações de policiais civis que parecem estar em total letargia diante dos interesses da categoria policial civil. O Sindipol/ES lembra que os reflexos da Reforma Previdenciária afetam todos os profissionais, ativos e inativos.

O Sindipol/ES parabeniza os poucos policiais civis e todos os policiais federais, rodoviários federais, peritos federais e delegados que compareceram ao movimento de luta contra a Reforma da Previdência.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!