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O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) realizou nesta quinta – feira (30) uma assembleia extraordinária setorial em São Mateus.  Na ocasião, foram discutidas as providências a serem tomadas quanto às condições estruturais das unidades policiais civis do município.

O presidente do Sindipol/ES e vice – presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), Jorge Emílio Leal, falou sobre as medidas já adotadas e apresentou a categoria um especialista em Segurança no Trabalho que está preparando um laudo a ser encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério Público Estadual.  O responsável já adiantou que o local vai de encontro às normas de segurança.

O Estado tem como uma das propostas a transferência da Regional de São Mateus para o prédio onde hoje funciona a Polícia Ambiental. No entanto, as condições do local também não são boas e, antes de qualquer mudança, o espaço precisa de uma grande reforma estrutural nas instalações físicas, rede de esgoto, rede de cabeamento de internet e rede elétrica, além da adequação de um local para a custódia provisória de presos que aguardam os trâmites administrativos da polícia judiciária.

Atualmente, o prédio da 18ª Regional abriga quatro delegacias, são elas: Delegacia de Infrações Penais e Outras (Dipo); Delegacia Patrimonial; Delegacia de Atendimento a Mulher (DEAM); Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV); além do plantão e do administrativo.

A Regional de São Mateus é responsável pelo gerenciamento de justiça criminal em uma circunscrição composta por quatro municípios, sendo eles: Jaguaré, Pedro Canário, Conceição da Barra e São Mateus. Totalizando uma população de aproximadamente 213.276 habitantes.

Todavia, à noite, feriados e finais de semana, a Depol atende também, a circunscrição da delegacia de Nova Venécia, num montante de aproximadamente 10 cidades. O município de Nova Venécia possui uma população de 50.647 habitantes.

*Os dados populacionais são do último senso fornecido pelo IBGE.

A 18º Regional conta hoje com um efetivo policial defasado. São seis policiais na DIPO, cinco na DEAM, quatro na Patrimonial e oito na DCCV, além de 16 no plantão, que conta com quatro equipes de quatro policiais civis.

Estrutura

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O prédio é velho e fica localizado no centro da cidade.

Logo na entrada é possível identificar os riscos que correm os policiais. A unidade é protegida somente por um portão que está enferrujado e não funciona direito. Acessibilidade? Inexistente. A delegacia não possui rampas, só escadas, impossibilitando o acesso aos deficientes físicos. Por falar nas escadas, o corrimão está quebrado o que coloca em risco a integridade física de todos.

A cozinha não apresenta boa estrutura e muito menos ventilação. Não tem janelas.

Na sala do plantão, é possível identificar fiações expostas e mofo. É nesta parte do prédio que fica um alojamento improvisado que não tem se quer porta. Os policiais tiveram que improvisar um armário como divisória. O alojamento é extremamente pequeno sendo o mesmo para homens e mulheres. O espaço tem somente um banheiro e uma bicama.

Na sala da DEAM, os pisos foram quebrados com as infiltrações e até hoje não foram restaurados pelo Governo. A janela também está quebrada e um isopor foi utilizado para tapar o buraco. Em virtude da chuva, o mofo também está presente no local.

No cartório da 18º, os policiais sofrem com o forte cheiro causado pela presença dos pombos e tiveram que fazer uma “vaquinha” para comprar remédios e amenizar a forte presença desses animais. Quando chove, a situação fica ainda pior. Com as infiltrações, os inquéritos ficam expostos e os policiais têm que se “virar nos 30” para salvar os documentos. Na divisão de Homicídios também podem ser identificados os mesmos problemas.

 

 

Antiga 18º             

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Em frente ao local onde atualmente está a Regional de São Mateus funciona a antiga unidade. No local ficam os presos e os veículos apreendidos. O problema são as condições desumanas. O espaço está em uma situação de total degradação. Além disso, o local é escuro e sem segurança. Dessa forma, os policiais correm sérios riscos ao levarem os detentos.

 “Os policiais civis de São Mateus estão passando por situações que ferem o princípio da dignidade da pessoa humana, sem condições dignas e salubres. Vamos tomar todas as medidas legais cabíveis. Já encaminhamos ofício à chefia de polícia, ao MPT, Governo do Estado, todos os órgãos competentes, informando sobre a precariedade e o caos instalado na regional de São Mateus, que prejudica os trabalhos de polícia judiciária e o atendimento à sociedade. Hoje trouxemos um especialista na área que vai preparar um laudo informando as condições, como solicitado pelo Ministério Público, e vamos continuar lutando para resolver toda essa situação e trazer para os policiais civis condições dignas de trabalho” disse, Jorge Emílio Leal.

 

 

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS

 

 

 

1 COMENTÁRIO

  • Mayara
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    Excelente iniciativa! Parabéns aos envolvidos! Torço muito para que finalmente a situação de são Mateus seja olhada com a atenção que merece é que essa situação desumana a que estão submetidos os trabalhadores seja sanada o mais rápido possível! Sr. Governador e Chefe de Polícia, são Mateus pede socorro! Uma regional com a demanda que tem não pode continuar nessas condições que colocam em risco a vida de todos que frequentam o prédio. Agradeço ao Sindicato pela visita técnica e pela iniciativa.