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O serviço prestado pelos policiais da DPCA é referência no combate aos mais hediondos crimes praticados contra crianças e adolescentes em terras capixabas. Contudo, todo esforço e dedicação não são levados em conta quando o assunto é valorização profissional e condições dignas de trabalho.

Tudo isso é o que a inspeção sindical realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) constatou mais uma vez. Após dois anos da última fiscalização, a situação evidenciada foi de mal a pior.

 

DPCA EMÍLIO E AIRTON
O Diretor Airton Armondes e o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, na inspeção sindical realizada em março de 2015

 Deu na mídia! DPCA: Infiltrações, rachaduras e até esgoto na sala

A estrutura física

Nenhuma reforma foi realizada no imóvel durante todo esse tempo. A estrutura é muito pequena para atender a enorme procura da população. As paredes estão caindo aos pedaços de tantas rachaduras, mofo e infiltrações. Uma sala da DP já foi interditada pela Defesa Civil, em virtude da total inadequação para funcionamento.

Além disso, a delegacia está localizada em um local vulnerável, exposto a um barulho intenso do trânsito da capital e com a presença constante de moradores em situação de rua e usuários de drogas que invadem a unidade fugindo de brigas. Clique aqui e veja: Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente foi invadida e furtada.

A recepção da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente é minúscula, sempre está lotada e com aparelho de condicionador de ar que não funciona. Ao lado, está localizada a garagem do imóvel, que foi improvisada para a realização do atendimento psicossocial das vítimas e parentes.

Essa “sala” foi dividida em dois ambientes. Por ela passa a rede de esgoto do local, fato que ocasiona a proliferação de ratos e baratas. Por vezes, o forte mau cheiro incomoda e atrapalha o andamento do importante trabalho realizado.

Inspeção sindical 2017: garagem onde é realizado o atendimento psicossocial na DPCA; rede de esgoto passa pela “sala”
Inspeção sindical 2017: garagem onde é realizado o atendimento psicossocial na DPCA; rede de esgoto passa pela “sala”

É importante destacar que esses profissionais atendem crianças que sofrem todo o tipo de violência, por isso, precisam de um local com privacidade e estrutura para prestar o atendimento especializado adequado.

Já para ter acesso ao gabinete do Delegado e demais cartórios, é preciso enfrentar uma escadaria, o que acaba dificultando – ou até impossibilitando – o acesso de pessoas com algum tipo de dificuldade ou restrição de motora.

Vale lembrar que a Lei de Acessibilidade é um Direito conquistado para as pessoas com deficiência, bem como é dever do Estado remover qualquer barreira física que impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação das pessoas com segurança.

Sobrecarga de trabalho                                                                         

O quadro operacional da DPCA é formado por 19 policiais civis: um delegado; quatro escrivães; duas agentes (uma em desvio de função como escrivã ad hoc e a outra no administrativo), dois investigadores (recepção e administrativo e investigação), uma psicóloga e uma assistente social.

Já as demandas externas são realizadas por um agente e sete investigadores. São 4 esquipes formadas apenas por dois policiais para atenderem aos municípios de Vitória, Cariacica e Viana, Vila Velha e Serra.

Sobrecarga de trabalho x efetivo defasado: a DPCA já possui 19 policiais para uma demanda de 4.000 procedimentos instaurados
Sobrecarga de trabalho x efetivo defasado: a DPCA possui 19 policiais para uma demanda de 4.000 procedimentos instaurados

A delegacia contabiliza um montante de 4.000 procedimentos/Inquéritos Policiais e registra em média 20 boletins de ocorrência todos os dias de expediente. Apesar da sobrecarga de trabalho, os policiais civis da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente resistem bravamente e prestam um serviço de excelência à população capixaba.

Sindipol/ES e MPT na luta em prol dos policiais civis

“O cenário evidenciado na DPCA é um absurdo e uma total desrespeito sem precedentes. Não há espaço nem salas para os policiais desenvolverem suas atividades na delegacia e o ambiente é insalubre, com a proliferação de ratos e baratas. As condições são indignas e degradantes tanto para os servidores quanto para as crianças e adolescentes vítimas dos crimes mais cruéis”, disse o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

“Estamos trabalhando em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) a fim de solucionar esse descaso e, acima de tudo, garantir mais dignidade para todos os policiais civis e para toda sociedade que utiliza os serviços prestados pela Polícia Civil”, concluiu o Jorge Emílio.

Solidariedade

Mesmo diante de tantos problemas, a equipe de policiais da DPCA é exemplo de solidariedade e amor ao próximo. Durante todo o ano, os servidores arrecadam brinquedos e promovem um ato solidário, presenteando crianças carentes que estão em situação de risco. Saiba mais: Policiais civis da DPCA realizam deixam o natal de centenas de crianças mais feliz.

Faça parte dessa corrente do bem! Você pode ajudar doando aquele brinquedo que está de lado, que não tem mais utilidade, na própria delegacia ou na Sede Administrativa do Sindipol/ES. Com certeza uma criança ficará muito feliz com seu gesto.

  

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!