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O quebra-quebra em Brasília na última quarta-feira (24) foi atribuído ao grupo Black Block, mas policiais civis que participaram do protesto reconheceram alguns agentes do governo infiltrados. Alguns supostos Black Blocks foram filmados depredando patrimônios públicos e incitando a violência durante a manifestação. Vandalismo ou ações coordenadas?

Aproximadamente, 200 mil trabalhadores e seus representantes sindicais estiveram em Brasília na última quarta-feira (24) no ato público histórico, entre eles, policiais civis capixabas e de outras regiões do país. E durante as manifestações, os policiais que exigiam respeito e valorização para a segurança pública do país, no protesto contra a PEC 287, reconheceram alguns militares que estavam mascarados, também infiltrados no grupo Black Block.

QUESTIONAMENTOS QUANTO A AUTORIA DOS INCÊNDIOS NOS MINISTÉRIOS SURGEM

Na manifestação que levou milhares de pessoas a Brasília um forte esquema de segurança foi montado na Esplanada dos Ministérios, mas, curiosamente todos os prédios ministeriais ficaram desguarnecidos, sem segurança. A única exceção foi o prédio do Ministério dos Direitos Humanos, que tinha a PM do DF fazendo a guarda perimetral.  O resultado não foi surpresa. Brasília pegou fogo.

A consequência foi a soma de uma tropa não preparada e mal equipada com a fragilidade na segurança que resultou em 49 pessoas gravemente feridas, entre manifestantes e policiais militares, sete detidos por suspeita de dano ao patrimônio público, desacato e porte ilegal de arma, e prédios ministeriais incendiados, ou seja, repressão total por parte do governo que quer calar a sociedade os desmandos e a corrupção política, colocando o trabalhador do país para pagar por esse rombo, afrontando o estado democrático de direito e atropelando o direito constitucional de manifestação contra arbitrariedades, abuso de poder e retirada de direitos. 

Os prédios do Ministério da Agricultura e da Fazenda estão na lista dos atacados. O quebra-quebra em Brasília foi atribuído a possíveis integrantes do denominado grupo black block, onde agentes públicos foram reconhecidos quando estavam infiltrados, participando da manifestação em meio a desordem e a violência.  

Não seria a primeira vez que agentes públicos infiltrados são usados pelo governo para criminalizar movimentos populares legítimos. Uma reportagem do jornal O Globo registrou que um capitão do Exército foi preso em São Paulo durante uma manifestação anti-Temer. Ele era oficial do Exército, bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras e mestre em Operações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Segundo o portal da Transparência, o militar está na ativa desde 1998, o que significa que não se afastou das funções para se infiltrar entre os manifestantes. Leia a reportagem.

 Contraditório? No país onde o presidente é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça… talvez não. As listas dos financiadores de campanhas políticas estão repletas de empresários, banqueiros e investidores, os maiores interessados na previdência privada e nas reformas propostas pelo governo Federal. Por esse motivo os policiais civis e demais profissionais de segurança pública pediram a quebra do decoro parlamentar do relator da PEC 287 no Congresso.

Queima de arquivos ou destruição de possíveis provas?

Nos Ministérios da Agricultura e da Fazenda podem conter documentos relevantes para desencadear possíveis e novas investigações. Vamos à luta por nossos direitos!

 #nenhumdireitoamenos

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!