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O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), Jorge Emílio Leal, participou no mês de maio de uma audiência no município de Cachoeiro de Itapemirim.  Na ocasião, o líder sindical representou os policiais civis na luta contra as péssimas condições estruturais das delegacias do sul do estado. 

Também participaram da audiência os Procuradores do Trabalho Djailson Martins Rocha e José Manoel Machado, o Superintendente de Polícia Regional Sul, Faustino Antunes, o Procurador Geral do Estado, Dr. Cláudio César de Almeida e o Coordenador Jurídico do Sindipol/ES, Dr. Rodrigo Nascimento.

Durante a reunião, os representantes do Estado reconheceram as irregularidades nas instalações e se prontificaram a melhorar as condições de trabalho dos policiais civis.

Em ata, os procuradores do trabalho decidiram que:

A Procuradoria do Estado, consultando e com auxílio do Chefe de Polícia, Dr Guilherme Daré, deve se manifestar no prazo de 60 dias, em relação às irregularidades nas instalações referentes a cada inquérito, especificando as medidas para correção da situação com o prazo necessário. Também devem indicar os recursos materiais e humanos necessários a cada obra, dando ênfase especial às questões elétricas, extintores de incêndio, limpeza e acessibilidade, sem prejuízo as demais medidas necessárias às adequações das instalações.

Luta sindical

A realização da audiência é resultado da iniciativa da diretoria do  Sindipol/ES, que desde o início do mandato segue realizando inspeções sindicais em todo estado.  Desde então, o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou procedimentos para averiguar a situação de 38 delegacias capixabas.

Os inquéritos foram baseados no dossiê feito pelo Sindicato que contém mais de 100 páginas com fotos, registro de reportagens feitas pela imprensa capixaba e relatos dos próprios policiais.

O presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, afirma que a luta não irá parar.

“Vamos continuar buscando condições dignas de trabalho para todos os policiais civis. A atual situação é de calamidade. O que tem acontecido vai contra o princípio da dignidade da pessoa humana. Como organização sindical, vamos lutar até que todos nossos direitos e prerrogativas sejam respeitados, na busca de uma polícia civil cada vez mais eficaz e cidadã”.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS