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A delegacia de Jacaraípe registrou no mês de maio deste ano cerca de 700 ocorrências.  A unidade conta com apenas seis policiais, incluindo o delegado. Os poucos profissionais que estão ali se desdobram e são responsáveis por atender a demanda de quase 150 mil pessoas.

A insegurança tomou conta da população. O clima de medo faz parte da rotina do bairro. Em entrevista concedida ao G1, o comerciante e morador da região, Carlos Humberto de Souza, falou sobre a onda de assaltos presente no local.

“É perigoso. Hoje (11) mesmo levaram um carro. Agora de manhã, não era nem 8h. Meu neto eu levo e busco do colégio, não deixo ele ir sozinho”, disse.

Efetivo defasado

Atualmente, na delegacia de Jacaraípe também funciona o distrito policial de Novo Horizonte, fechado no início deste ano. Somando o efetivo das duas unidades, oito policiais são responsáveis pelas demandas de 51 bairros.

Desse total de oito policiais, dois ficam no cartório (PCEP) e outros dois (PCAP/PCIP) são responsáveis pelo atendimento ao público das duas unidades.  As atividades externas, como cumprimento de mandado de prisão, intimação e investigações preliminares são feitas por somente três policiais. O mesmo delegado responde pelas duas delegacias.

Tragédia anunciada

No início deste ano, a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo realizou inspeções sindicais na delegacia em duas ocasiões. Foram constados desde o início o baixo efetivo e as péssimas condições de trabalho. O Sindipol/ES enviou ofícios ao Poder Público e informou o descaso feito com os policiais e a insegurança que a população acabaria enfrentando com o pouco número de profissionais, mas, nada foi feito.

O alto número de 700 ocorrências registradas em apenas um mês é mais um reflexo da política governamental de massacre com a segurança pública e a sociedade capixaba.

“É inadmissível todo esse descaso com os policiais. Nossos profissionais se desdobram trabalhando diuturnamente em defesa da população. Mas poucos policiais não podem fazer milagre. A insegurança só tende a aumentar, a sociedade está sendo prejudicada. Como organização sindical vamos continuar cobrando uma solução para o problema evidenciado”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

 

*Com informações do G1

 

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