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A decisão pode influenciar e ter efeito cascata. Servir de desculpa para governos estaduais negarem mais uma vez a revisão anual de salário com base na inflação. No Espírito Santo, policiais civis estão há três anos sem reajuste.

A proposta do governo Federal é só conceder o aumento para o 2º semestre de 2018. Adiando o reajuste, que seria paga em janeiro de 2018, o governo alega que vai economizar entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões de reais para a economia brasileira ganhar fôlego.  Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) a proposta é incoerente diante dos recentes escândalos de corrupção envolvendo o próprio presidente da República.

O Sindipol/ES acredita que essa é mais uma estratégia governamental de massacre ao trabalhador brasileiro, o mais penalizado pelas políticas públicas de interesse empresarial. O reajuste anual com base na inflação não é aumento, é revisão, um direito trabalhista garantido na Constituição brasileira.

“A classe política brasileira está rasgando a Constituição. Usam a desculpa de buscar equilíbrio econômico para não respeitar as leis nesse país, mas não admitem que tudo isso é culpa da má gestão e da corrupção que eles são responsáveis”, pontuou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Há quase quatro anos, que o direito de revisão anual dos salários é negado aos policiais civis capixabas, que mesmo sofrendo com o aumento do custo de vida, seguem trabalhando em delegacias precárias para defender a sociedade sem valorização e reconhecimento. O Sindipol/ES acredita que o reajuste em âmbito Federal deve ser adiado pelo presidente Michel Temer para o segundo semestre de 2018 e vai causar um efeito cascata, influenciando e servindo de argumento ou desculpas para os governos estaduais.

O presidente do Sindipol/ES e vice-presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) disse que o país não vai organizar a economia com essa proposta. Jorge Emílio explicou que isso é um engano e lembrou que os capixabas já passaram por algo parecido.

“Aqui no Espírito Santo temos o governo Max Mauro, que não concedeu o reajuste da trimestralidade na época da inflação galopante, o governo Vitor Buaiz também atrasou três meses, José Inácio Ferreira contingenciou 20% dos salários obrigando os servidores a fazerem empréstimos pelo Banestes, em crédito rotativo. Max Mauro gerou precatório que ninguém paga. O governo alega que não pode pagar um prejuízo que ele mesmo causou. O Contingenciamento e crédito rotativo estão na justiça. Já estamos há três anos sem revisão salarial, indo para quatro com Paulo Hartung. Isso gera um passivo financeiro que termina em precatórios e o governo não paga. É um calote institucionalizado”, frisou.

O Sindicato dos Policiais Civis segue vigilante e atento aos assuntos de interesse dos profissionais da Polícia Civil do Espírito Santo.

 

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