defasagem-superior-a-80-e-falta-de-investimentos-na-policia-tecnico-cientifica-contribuem-para-o-aumento-de-crimes-no-es

O caos está definitivamente instalado na Polícia Civil do Espírito Santo. Prova disso é o desmonte que vem ocorrendo ao longo dos anos na Polícia Técnico-científica, onde a defasagem no quadro de policiais chega ao número alarmante de mais de 80%.

O resultado da falta de reconhecimento e valorização deste importante setor da PCES reflete diretamente no cidadão capixaba contribuinte do estado.  A população precisa aguardar por horas para solicitar e retirar carteiras de identidade, o motivo: ausência de perícias papiloscópica e criminal, falta de concurso público para recompor os cargos vagos, em razão das entradas nos pedidos de aposentadoria dos servidores, usurpação e desvio de função, sobrecarga de trabalho, etc.

A Polícia Técnico-Científica da PCES é dividida em três setores: Departamento Médico Legal, Departamento de Identificação e Departamento de Criminalística

Em janeiro deste ano, só a Perícia Papiloscópica contava com apenas 125 profissionais para atender toda a população. Já são mais de 25 anos sem concurso público para o provimento de cargos que estão cada vez mais extintos com a saída dos policiais civis para a aposentadoria, fato que agrava ainda mais todo o cenário. Clique aqui e veja: Sindipol/ES inspeciona o DEI de Guarapari.

Medidas paliativas só pioram a situação

Com a ausência de concurso público para preencher os cargos cada vez mais extintos, medidas paliativas extremas são adotadas na tentativa de amenizar a degradação na SPTC. Mutirões e filas quilométricas que mais causam constrangimento e transtorno aos cidadãos que esperam horas para serem atendidos, com o objetivo de emitir uma carteira de identidade, são exemplos.

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Outro absurdo encontrado para tentar solucionar esse grave cenário é a contratação de pessoas sem a devida qualificação e compromisso policial – a exemplo de estagiários e de servidores de prefeituras – para atender a demanda gerada nos postos de identificação. Fato esse que contribui em muito para o aumento de inúmeras práticas criminosas, como a falsificação de documentos.

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Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, Jorge Emílio Leal, a situação da Polícia Técnico-Científica requer uma solução eficaz e urgente, em respeito aos profissionais que atuam nesse setor e à população capixaba.

“A situação é realmente preocupante. Hoje, existe grande urgência para abertura de concurso público para repor o efetivo de toda Polícia Civil, que apresenta uma defasagem superior a 60%, e, principalmente, da Polícia Técnico-científica, que amarga uma defasagem de mais de 80%. Isso é inadmissível! O Sindipol/ES vem denunciando e cobrando por meio de ações Judiciais junto ao MPT, Ações Civis Públicas em trabalho conjunto com o Ministério Público favoráveis a reestruturação do Departamento Médico Legal e aos Serviços Médico Legal de Linhares, São Mateus, Cachoeiro de Itapemirim e Colatina. Estamos tomando todas as medidas cabíveis para reverter esse quadro caótico”, afirmou Jorge Emílio.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!