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Mais de oito mulheres são assassinadas por mês no Espírito Santo. Os dados são de 2017, e foram divulgados pela promotora de Justiça Cláudia Garcia durante entrevista concedida à rádio CBN Vitória, na última sexta – feira (25).  Os números representam um aumento de 27% se comparado ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a promotora, 89 mulheres foram assassinadas entre os meses de janeiro e agosto. Em 2016, no mesmo período, foram 66 crimes registrados. O mapa da violência de 2015 já havia colocado o ES como segundo colocado no ranking nacional dos estados em que mais acontecem casos de feminicídio.

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A promotora Cláudia Garcia apontou o que para ela é o principal motivo para o aumento no número.

“Sobre a questão do homicídio de mulheres ter aumentado, verificamos uma tendência de aumento nos homicídios em geral. A partir do momento que o feminicídio é um fenômeno dessa sociedade que está mais violenta, também há reflexos nos homicídios/feminicídio contra as mulheres”, destacou.

TJ divulga números preocupantes

O Tribunal de Justiça divulgou que a cada meia hora um processo de violência contra mulher é aberto no ES. Somente nos sete primeiros meses deste ano, foram instaurados 14.115 novos procedimentos, um número que chega aos 52 casos por dia.

Aumentam os crimes, faltam investimentos nas instituições de segurança pública, principalmente na polícia judiciária estadual

O Espírito Santo é o pioneiro no combate aos homicídios contra a mulher. Desde 2011, o estado possui uma delegacia especializada nesse crime. No entanto, essas unidades policiais de proteção à mulher não recebem a valorização e os investimentos necessários. Por mais que os policiais civis se doem ao máximo, são poucos para combater essa explosão de homicídios que cresce de forma descontrolada.

Veja a inspeção sindical realizada na DEAM de Vitória

Para o Sindicato dos Policiais Civis do ES (Sindipol/ES), a necessidade de investimentos é urgente e de extrema importância para frear a criminalidade no Espírito Santo.

“É de extrema importância uma reestruturação em toda divisão de homicídios. Somente com mais investimentos e valorização será possível acabar com essa explosão de crimes contra as mulheres. Sem estrutura, muitas vezes o criminoso não é preso, o que passa uma sensação de impunidade para toda população. Com investimentos, o quadro vai mudar e o crime contra a mulher será combatido com eficiência. Nossos profissionais lutam diuturnamente em prol da sociedade capixaba e enfrentam condições precárias. Os policiais civis e a população merecem respeito”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O Sindipol/ES defende que a Divisão de Homicídios já deveria ser uma Superintendência de Homicídios, com uma estrutura muito maior, para comportar divisões de homicídios, inclusive em crimes contra as mulheres .

Para o Sindicato, somente com valorização dos profissionais e investimentos em recursos materiais e humanos será possível combater efetivamente essa explosão de crimes de feminicídio e tirar o Espírito Santo do topo deste trágico ranking que aponta os estados mais perigosos para as mulheres.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!