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A pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que metade da população adulta brasileira sente a proximidade do crime organizado em sua vizinhança. Realizado pelo Instituto Datafolha, o levantamento mostra que 23% dos entrevistados consideram essa sensação alta e 26%, média. No Espírito Santo, pela falta de investimento e valorização nas forças policiais, isso já é uma realidade.

A percepção de insegurança é maior nas regiões metropolitanas das 130 cidades pesquisadas no país, sobretudo entre a população de maior poder aquisitivo e no Sudeste. 49% dos entrevistados classificaram a insegurança como alta e média.

 “O problema do crime organizado é grave e exige atenção, no entanto não está tudo dominado. Há enorme espaço para políticas públicas e para ações mais efetivas que não a que vem sendo adotada, de declarar guerra às facções. É preciso enfrentar esse problema com inteligência”, diz Renato de Sérgio Lima, diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Ao todo, o Datafolha entrevistou 2.087 pessoas de 16 anos de idade ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.

TRÁFICO DIZ QUE É PROIBIDO ROUBAR NO ESPÍRITO SANTO

Foto/reprodução
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Isso aconteceu na Grande Porto Santana, cidade de Cariacica, Região Metropolitana de Vitória. Traficantes vendem buchas de maconha com os dizeres: “Proibido roubar. Se for roubado, reclama na boca”.

Esse é exemplo claro de quando o Estado se torna incompetente e não cumpre suas obrigações e só confirma o resultado da pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Os policiais e a instituição vêm trabalhando há décadas, sem qualquer tipo de apoio, valorização ou investimentos, numa total falta de recursos materiais ou humanos. Quadro esse, de adversidades, que se agrava e acarreta sobrecarga de trabalho, desvios e usurpação de função, doenças funcionais e a consequente precarização do serviço de polícia judiciária prestado à sociedade”, afirmou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

 

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