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O Espírito Santo é um exemplo negativo quando o assunto são contratos milionários e nenhuma melhoria em infraestrutura nas estradas do estado. O Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES) lembra que os profissionais da Polícia Civil capixaba também passam pelas rodovias estaduais e federais, por isso, também exige melhorias.

Os capixabas que circulam pela Rodovia do Sol e pelas Rodovias Federais 101 e 262 se deparam com situações perigosas em virtude das péssimas condições das estradas. Falta iluminação, sobram buracos e as pistas não foram duplicadas. O trecho da BR 101 que corta todo Espírito Santo e vai até a Bahia, por exemplo, é administrado pela concessionária ECO 101. São 475, 9 quilômetros e sete pedágios com valores exorbitantes. Entretanto, só em 2017 morreram 123 pessoas na rodovia federal.

Dois trágicos acidentes foram registrados na BR 101 em menos de três meses. O primeiro, no município de Guarapari, o maior já registrado em rodovias capixabas matou 22 pessoas e feriu outras 21. Já o segundo aconteceu no último final de semana, em Mimoso do Sul, quando um grupo de dança voltava de uma apresentação em Juiz de Fora, Minas Gerais. 11 pessoas morreram e nove ficaram feridas.

O contrato para duplicação da BR 101 foi assinado em 2013 e a previsão era que praticamente metade do trecho fosse duplicado até 2019. No entanto, até agora, a rodovia não tem nenhum quilômetro sob concessão duplicado. A empresa já anunciou que não vai cumprir o prazo.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo a situação é preocupante. O presidente Jorge Emilio Leal destacou que muitos policiais civis passam pelas rodovias, seja a trabalho ou a passeio.

“É lamentável toda essa situação. São cerca de nove pedágios em todo Espírito Santo e as estradas são péssimas. A população sofre, vítimas são feitas diariamente. Os culpados têm que ser responsabilizados, chega de impunidade”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES).

A Rodovia do Sol também é privatizada. Além da Terceira Ponte, a empresa responsável, a Rodosol, administra um trecho de 67, 5 quilômetros, que liga Vitória à Guarapari. São duas praças de pedágio entre os municípios. A última cobra um preço absurdo, um dos mais caros do país, R$ 9,00 para veículos de passeio, valor é bem acima do cobrado na BR 101.  No caso da Terceira Ponte, o Sindipol/ES concorda com o deputado estadual Euclério Sampaio que é necessário instalar grades de proteção para impedir mortes por suicídios.

 

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