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O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) defende que o tratamento e empenho da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) para solucionar um crime como o da médica Milena Frasson deveriam ser rotina na Polícia Civil do estado, que ainda funciona com um efetivo defasado e com delegacias em situações precárias.

Um crime numa área Federal cercado de mistérios e divulgado ao Brasil e aos cidadãos capixabas com bastante ênfase na imprensa, gerando um grande clamor popular. Uma pressão que expõe ao mesmo tempo a eficiência dos policiais civis e a fragilidade de uma instituição que há anos não tem concurso público.

A população capixaba tem crescido e o número de policiais só diminui. Em 1996, quando o número de habitantes no Espírito Santo era de 2.790.206 milhões, a Polícia Civil tinha 3.821 policiais. Em 2017, a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a população do estado é de cerca de 4.016. 356 milhões de habitantes. Já o quadro de policiais civis da ativa possui apenas 2.241 profissionais, sendo 299 em abono permanência, ou seja, aptos à aposentadoria.

O Espirito Santo tem um policial civil para cada 1.792 habitantes. Uma defasagem no quadro operacional que já atinge um nível superior a 59%. Além disso, delegacias de norte a sul apresentam condições precárias, ambientes insalubres que oferecem risco aos policiais civis e cidadãos que procuram atendimento. No ano passado, o Sindipol/ES formalizou uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho que criou uma Força Tarefa para avaliar a situação de 38 unidades policiais capixabas. Saiba mais.

Mesmo sem estrutura e sobrecarregados de trabalho, os policiais civis mostram competência e bastante empenho para solucionar casos complexos de crimes como o da médica Milena Frasson. Esse é mais um caso midiático, onde a Secretaria de Segurança (Sesp) se vê pressionada pelo clamor popular e cobra ainda mais agilidade da Polícia Civil.

O Sindicato dos Policiais Civis do estado acredita que todos os crimes deveriam ter atenção especial e rapidez para serem solucionado, para isso, a Sesp deve valorizar e investir mais na instituição e nos profissionais que compõem a Polícia Civil capixaba, o que não acontece.

O Sindipol/ES reconhece que o caso da dra assassinada no Hospital das Clínicas quando saía do trabalho é complexo e demanda uma resposta rápida e eficiência, mas o Sindicato também defende o mesmo tratamento para outros casos, crimes que não chegam ao conhecimento da imprensa e do público em geral, mas que acontecem diariamente e ficam sem solução. Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, todos os capixabas são Milenas e merecem respeito e o mesmo tratamento.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!