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O levantamento da Gerência de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp) mostrou que 1.013 pessoas foram executadas no Espírito Santo até o último dia 8 de setembro. Grande parte dos homicídios foram na Grande Vitória.

As mortes violentas contabilizadas no estado até setembro revelam o avanço da criminalidade na Região Metropolitana de Vitória. Dos 1.013 assassinatos, 578 foram em 20 bairros de municípios da Grande Vitória, 42,9% de todos os homicídios no Estado. No topo na lista dos bairros estão as regiões de Terra Vermelha e Santa Rita, em Vila Velha, e Carapina, Feu Rosa, Jacaraípe e Novo Horizonte, na Serra. Os números foram divulgados pelo jornal A Tribuna nesta segunda-feira (02/10).

POLÍCIA CIVIL / SENSAÇÃO SE INSEGURANÇA

Por ironia ou não, as regiões que mais dependem de investimentos na Polícia Judiciária estão entre as mais violentas no levantamento da Gerência de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Segurança Pública do estado (Sesp) divulgado em A Tribuna. Locais onde delegacias foram fechadas, estão em situações precárias ou bairros onde faltam policiais para trabalhar e sobram inquéritos nas delegacias.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) mais uma vez atribui essa onda crescente de violência a falta de políticas públicas estruturantes para a Polícia Civil. O Sindipol/ES entende que a Polícia Judiciaria é um dos grandes pilares de todo o sistema de segurança pública, sem ela, crimes não são investigados e seus autores não são identificados e punidos, o que fortalece a sensação real de insegurança da sociedade e a certeza da impunidade para os criminosos.

Para mudar esse quadro, o Sindicato dos policiais civis do Espírito Santo aponta a necessidade de concurso público, a valorização e investimentos em melhores condições de trabalho para os profissionais da Polícia Judiciária capixaba.

A defasagem no quadro operacional já atinge um nível superior a 59%. Atualmente, o estado tem 2.241 profissionais, sendo 299 em abono permanência, ou seja, aptos à aposentadoria. Além disso, unidades da Polícia Civil estão funcionando em péssimas condições no estado. Algumas foram denunciadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) pelo Sindipol/ES, que já entrou até na justiça contra o estado exigindo a reforma imediata de unidades, o Serviço Médico Legal de Linhares é um exemplo da atuação do Sindicato.

Todas as possibilidades de reestruturação da Polícia Judiciária estão presentes na pauta de reinvindicação do Sindicato dos Policiais Civis. O Sindipol/ES segue cobrando, principalmente, outras nomeações e concurso público para TODOS os cargos da polícia civil, para que a PC/ES seja mais eficiente e cidadã.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS