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Uma semana e mais de 1000 mortes no Brasil. Os números foram divulgados pelo portal G1 e contou com a participação de 230 jornalistas de todo país. Com a ausência de dados fornecidos pela SESP, o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) foi a principal fonte de informação da imprensa capixaba.

Os jornalistas pegaram as mortes ocorridas nos estados entre os dias 21 e 27 de agosto, data escolhida aleatoriamente. As mortes violentas registradas correspondem à queda de oito aviões comerciais que cabem aproximadamente 150 passageiros cada. Uma média de um assassinato a cada oito minutos no país.

As pesquisas foram realizadas pelo Portal G1 em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Clique aqui e veja.

No Espírito Santo, foram 27 casos de homicídios e um suicídio em apenas uma semana. De acordo com a reportagem, 80% dos casos são causados por armas de fogo. Dentre os mortos, foram oito crimes de feminicídio. Veja.

O Brasil concentra cerca de 3% da população mundial, porém é responsável por 12%, em média, de todas as mortes violentas intencionais do planeta. O motivo? Falta investimento na segurança pública.

Na matéria divulgada, os diretores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima disseram que os policiais correm um risco três vezes superior à média da população em geral de morrerem assassinados. Os profissionais são caçados pelo crime e, por falta de políticas de segurança pública não conseguem competir com a criminalidade que só aumenta. 

Os policiais são ensinados que são policiais 24 horas por dia e que devem reagir, exatamente a ação que a própria polícia recomenda para a população não adotar em casos de vitimização criminal. No entanto, só quando são atingidos e mortos é que serão vistos como heróis e talvez valorizados. Saiba mais.

Para o especialista em segurança pública e presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, Jorge Emílio Leal, o índice negativo é resultado de uma política governamental de abandono, descaso e omissão, que massacra a segurança pública.

“A segurança pública está à beira do colapso. Não há investimentos em recursos materiais e humanos. A criminalidade só cresce e os profissionais da segurança pública não são valorizados. Na polícia civil, por exemplo, o último concurso para investigador foi em 1993. Nossa defasagem no Espírito Santo está em torno de 60% entre os cargos de investigação e 80% na perícia papiloscópica. Enquanto não tivermos uma política de Estado realmente estruturante, ao invés de uma política de governo, que implemente medidas paliativas, o problema da segurança pública tende a se agravar, e isso não resolve o problema de insegurança da sociedade e de impunidade do crime”, disse.

 

(Foto: Arte/G1)

 

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