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O Governo do Espírito Santo anunciou a nomeação de seis delegados e cinco escrivães de polícia, mas, muitos desses nomeados são policiais civis de outros cargos, o que não recompõe o efetivo da Polícia Civil que atualmente está defasado em mais de 60% . Os nomes foram publicados no Diário Oficial (DIO) desta quarta-feira (03).

Dos 11 nomes publicados no DIO, quatro já eram pertencentes ao quadro da PC/ES. Dois agentes foram aprovados ao cargo de escrivão, uma investigadora ao cargo de delegada e um escrivão também se tornou delegado.

“Primeiro gostaríamos de parabenizar nossos policiais civis que foram aprovados em outros cargos. No entanto, é uma vergonha o que tem acontecido com a polícia civil capixaba. Esse número de nomeações não preenche nem as vagas anunciadas nos concursos anteriores, quanto mais recompõe o efetivo da categoria. Isso é inadmissível. Enquanto a população cresce, o número de policiais civis cai absurdamente”, disse, Humberto Mileip, vice-presidente do Sindipol/ES.

Contrastes: População e efetivo da PC/ES

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Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Em 1996, o número de habitantes no Espírito Santo era de 2.790.206 milhões. Naquele período, o efetivo da polícia civil capixaba era composto por 3.821 policiais.

A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017 para a população do estado foi de cerca de 4.016. 356 milhões. Já o quadro de policiais civis da ativa possui atualmente 2241 profissionais, sendo 299 em abono permanência, ou seja, aptos à aposentadoria.

Esses números refletem uma assustadora realidade: o Espírito Santo conta com apenas um policial civil para cada 1.792 habitantes! A defasagem no quadro operacional da PC/ES é crescente e já atinge um nível superior a 59%.

Em 2016, o estado terminou o ano dentro de um vergonhoso grupo composto por Alagoas, Amazonas, Piauí e Rio Grande do Norte, sendo os estados brasileiros com o pior índice de policiais civis por habitantes.

“É lamentável ver a situação que hoje se encontra a polícia civil capixaba. Temos lutado constantemente para que novas nomeações sejam efetuadas e novos concursos realizados. Não podemos aceitar que o Estado trate a nomeação de apenas 11 policiais como a resolução do problema, como uma vitória. Nós do Sindipol/ES não vamos descansar até conseguir proporcionar condições dignas aos policiais civis e a sociedade”, finalizou, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS