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Ano novo, vida nova? Não no Espírito Santo. 2018 chegou trazendo o mesmo problema que aterrorizou o capixaba no ano anterior, a insegurança. O Sindicato dos Policiais Civis do estado (Sindipol/ES) reforça a importância de investimentos nas instituições e da valorização dos profissionais de segurança pública do estado.

De Norte a Sul, a festa de Réveillon para muitos capixabas não terminou como o planejado. Apesar do Governo anunciar um plano de “segurança” para as festas de final de ano, os fatos mostram que, de forma geral, a política estadual só deixou a sociedade capixaba ainda mais insegura.

Em Guriri, litoral norte, houve pânico e correria por causa de um tiroteio no meio da multidão. O pré-réveillon no balneário da cidade de São Mateus terminou em desespero para moradores e turistas. Uma pessoa foi assassinada. Veja aqui.

Tiroteio termina com jovem assassinado na multidão.
Tiroteio termina com jovem assassinado na multidão.

Ainda em São Mateus, uma mulher grávida de dois meses foi estuprada pelo próprio irmão. O suspeito foi preso e levado para a delegacia da cidade. Na Grande Vitória, um homem de 38 anos foi assassinado na Serra. O corpo foi encontrado no dia 1º no bairro Diamantina. Em Vila Velha, uma adolescente de 14 anos desapareceu. Ela saiu de casa para ver a queima de fogos na Praia da Costa e não voltou. Esses e outros casos envolvendo crimes foram registrados em unidades da Polícia Civil do estado.

O Sindipol/ES entende que a Polícia Civil é um dos pilares do sistema de segurança pública. É a Polícia Civil que recebe demandas de praticamente todas as outras instituições de segurança, entretanto, sem condições de trabalho, atuando em delegacias sucateadas e sobrecarregados pela ausência de concurso público, os policiais civis capixabas se veem de mãos atadas, impossibilitados de prestarem um serviço de qualidade a população.  

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Presidente do Sindipol/ES cobra investimentos em segurança pública.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), a falta de estrutura da Polícia Civil para combater o crime é o reflexo da mesma política que desvaloriza e retira direitos dos servidores. O Sindipol/ES entende que a ausência de políticas estruturantes que pensem na reestruturação das instituições de segurança colabora não só para a sensação, mas para a certeza da insegurança e impunidade vividas pela sociedade.

“O Governo iniciou 2018 da mesma forma que terminou 2017, tentando construir verdades para a sociedade com medidas paliativas inconsistentes. A recente nomeação de delegados e escrivães foi praticamente trocar seis por meia dúzia. Dos 11 nomes publicados no Diário Oficial, quatro já eram pertencentes ao quadro da PC/ES. Dois agentes foram aprovados ao cargo de escrivão, uma investigadora ao cargo de delegada e um escrivão também se tornou delegado. O número de policiais civis nas delegacias não é suficiente para investigar tantos crimes. Isso já faz tempo”, explicou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O Sindipol/ES segue cobrando valorização para os policiais capixabas e investimentos para que a Polícia Civil seja cidadã e exerça, de fato, seu papel em defesa da população do estado do Espírito Santo.

“A população cresce, a criminalidade só aumenta e o número de policiais civis só diminui. Muitos policiais se aposentaram ou morreram trabalhando e essas vagas não são ocupadas. A defasagem supera 60% e isso gera insegurança para a população, o que potencializa a impunidade para os criminosos”, pontuou Jorge Emílio.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!