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Há mais de três anos os policiais civis do Espírito Santo estão sem revisão anual de salário. Além disso, os percentuais de reajuste dos cinco anos anteriores ainda foram abaixo do Valor de Referência do Tesouro Nacional (VRTE), comprometendo a saúde financeira do policial civil e o serviço prestado à população.

Fazendo uma conta abrangente, há seis anos, desde de 2011, o policial civil capixaba não tem um salário compatível com o custo de vida no Espírito Santo e no país. Somando as perdas nas revisões de 2011 a 2016, chegamos ao total de 18,5% de defasagem nos salários dos policiais civis do Espírito Santo. Em contas mais específicas, entendemos o motivo.

O VRTE é utilizado pelo Governo estadual no cálculo de taxas e na atualização monetária de impostos.  Em 2011, quando o VRTE indicava a necessidade de um reajuste de 6,50% aos servidores públicos, os, entre eles, policiais civis, o governo concedeu 5,5%.  O percentual de reajuste seguiu caindo nos anos anteriores, na contramão do custo de vida do brasileiro que só crescia.

Em 2012, o VRTE apontava 5,84%, o reajuste foi de 4,5%. O discurso de crise agravou ainda mais esse percentual e puniu drasticamente o funcionário público do Espírito Santo. Em 2015 e 2016, quando o VRTE apontou a necessidade de um reajuste de 10,67% e 9,92% respectivamente, o estado concedeu 0%.

O QUE ESTÁ RUIM PODE PIORAR

O Sindicato dos Policiais Civis Do Espírito Santo (Sindipol/ES) é um patrimônio do policial civil capixaba e foi criado para defender os interesses e os direitos do trabalhador da Polícia Civil do estado.  O Sindipol/ES tem a absoluta certeza que as negativas do governo estadual em conceder a revisão anual de salário, um direito conquistado pelo trabalhador brasileiro que está previsto na Constituição Federal, compromete a vida dos policiais civis em diversos aspectos, sejam eles sociais ou financeiros, e, principalmente, afeta a qualidade do serviço prestado à população capixaba.

Presidente do Sindipol/ES denunciou precariedade.
Presidente do Sindipol/ES denunciou precariedade da Polícia Civil capixaba.

Além de ter um dos piores salários entre as Polícias Civis do país, o policial capixaba ainda trabalha em delegacias sucateadas e sem condições mínimas para prestar o serviço de segurança a população. O Sindipol/ES fez diversas inspeções e constatou a precariedade nas unidades policiais de Norte a Sul do Espírito Santo.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo denunciou ao Ministério do Trabalho e aos veículos de imprensa que faltam profissionais nas delegacias e, por isso, inquéritos estão acumulados e não são investigados. Justamente pela defasagem no quadro operacional da Polícia Civil, o Sindipol/ES também tornou público o fechamento de algumas unidades e a sobrecarga de trabalho dos policiais civis.

“Tudo isso compromete o serviço prestado a população. O policial civil do Espírito Santo tem um dos piores salários do país, está há anos sem revisão anual de salário, que é um direito do trabalhador, e ainda trabalha em delegacias sucateadas, em desvio de função e sobrecarregado pela defasagem do quadro operacional da PC/ES.  Como solucionar um crime desse jeito. Os policiais civis capixabas são guerreiros. Ainda estão trabalhando com empenho em respeito à população, mesmo sem condições estruturais mínimas e valorização profissional”, pontuou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES e especialista em Segurança Pública.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!