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O Espírito Santo registrou 22 mortes durante o período do carnaval, o que no levantamento da Secretaria de Segurança do Estado (Sesp) significa uma redução de 24% em relação ao ano de 2017. Entretanto, o balanço é contestado pelo Sindipol/ES.

“Não tem o que comemorar”, afirmou o presidente o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), Jorge Emílio Leal, que também é especialista em inteligência de segurança pública. Emílio explicou que não existe comparação no número de mortes entre 2017 e 2018 no período de carnaval, já que Polícia Militar não estava efetivamente nas ruas ano passado.

“Comemorar essa redução é uma ilusão ou estratégia política. É fato que esse ano o número de mortos no carnaval seria menor. No ano passado, a paralisação da Polícia Militar acabou no dia 24, mas, todos sabem que o policiamento não voltou a sua normalidade durante o carnaval. Comparando com anos anteriores, onde o policiamento estava normal, podemos ver que não houve redução”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo checou os dados. Se em 2018  foram 22 pessoas assassinadas no carnaval, em 2016 foram 18 mortes. Aumento de quatro pessoas mortas vítimas da violência e da falta de políticas estruturantes de segurança pública.

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No balanço do carnaval capixaba, a Sesp disse que realizou a maior operação de carnaval do Estado. Ao todo, a Polícia Civil capixaba realizou 1.333 procedimentos, mas delegacias não possuem número suficiente de policiais civis e estrutura para apurar tantos crimes.

  • 933 ocorrências;
  • 211 autos de prisão em flagrante;
  • 131 termos circunstanciados;
  • 18 autos de apreensão de adolescente infrator;
  • 61 boletins de ocorrência circunstanciados.

“Todas as ocorrências registradas vão parar nas delegacias que estão longe de condições estruturais e efetivos necessários. Não adianta fazer mega operações, medidas paliativas. É necessário investimento, recomposição do efetivo, concurso público com mais vagas. Os profissionais de segurança pública estão sobrecarregados, enquanto não forem valorizados dificilmente teremos índices reais de redução nos homicídios”, completou, Leal.

Redução em 35% no número homicídios?

Durante uma coletiva de imprensa, a Secretaria de Segurança também anunciou redução no número de homicídios até o dia 14 de fevereiro de 2018, 35% menor do que em 2017.  Entretanto, ano passado os policiais militares ficaram aquartelados e longe das ruas em grande parte do mês de fevereiro, o que ocasionou uma explosão no número de crimes.

Se o mesmo período deste ano for comparado ao ano de 2016, o número de crimes aumenta mais uma vez. Foram registrados 148 assassinatos em 2016 e 158 em 2018. 10 mortes a mais.

 “Mais uma vez o Governo quer comemorar uma verdadeira ilusão. Com o grande número de crimes no último ano, em virtude da paralisação da polícia militar, era uma certeza a diminuição para este ano. Para que os números de fato venham a cair, a segurança pública deve receber investimentos”, disse, Humberto Mileip, vice-presidente do Sindipol/ES.

 

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